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Adolpho Loyola assume campanha de Jerônimo após divergência entre aliados

Por Redação

Adolpho Loyola assume campanha de Jerônimo após divergência entre aliados
Foto: Adriel Francisco/ Divulgação

O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, deixou o cargo, nesta terça-feira (18). Loyola foi exonerado da pasta para assumir a coordenação geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

 

O anúncio da exoneração do petista foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça. O órgão será liderado pelo chefe de gabinete, Jonival Lucas. A mudança chega após o Bahia Notícias divulgar sobre uma divergência na escolha do coordenador de campanha da reeleição de Jerônimo em 2026. 

 

Isso porque, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa é apontado como uma figura que estaria em divergência da "unanimidade" em torno de Adolpho Loyola na coordenação da campanha. 


De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós-reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho

 

Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, Rui fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado. 


De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner. 

 

Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado. 

 

Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que antecederam o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.