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'Melhor possível', diz presidente do BRB sobre expectativa para audiência no STF sobre crise no banco

Por Redação

'Melhor possível', diz presidente do BRB sobre expectativa para audiência no STF sobre crise no banco
Fotos: Reprodução / STF / BRB

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, declarou nesta quarta-feira (12) que possui a "melhor possível" expectativa para a audiência conciliatória agendada para esta quinta-feira (13), no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião, conduzida sob a coordenação do ministro Luiz Fux, busca definir uma solução para a crise financeira enfrentada pela instituição após a aquisição de carteiras de crédito podres do Banco Master.

 

Em entrevista ao portal Metrópoles, Souza ressaltou que a audiência reunirá os principais órgãos envolvidos nas negociações para a capitalização do banco, incluindo o Banco Central, o Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Governo do Distrito Federal (GDF) e o BRB. "É um pacto federativo", afirma o executivo.


O modelo de resgate originalmente proposto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e homologado no STF, prevê que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) conceda empréstimo ao GDF para que este realize o aporte de capital no BRB. Como garantia da operação, um sindicato de bancos privados forneceria fiança, recebendo como contragarantia do GDF as cotas de participação nos fundos estaduais e municipais (FPE e FPM).

 

Entretanto, as instituições financeiras recusaram-se a assinar a fiança, alegando a necessidade de maior respaldo jurídico sobre a execução das contragarantias oferecidas pelo governo local. Questionado sobre o impasse, Souza afirmou que os questionamentos apresentados pelos bancos tratam-se de "itens solucionáveis".

 

O presidente do BRB destacou ainda que a evolução do ajuste fiscal do Distrito Federal, que alcançou a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), abriu caminho para novas alternativas de financiamento, como a concessão de aval soberano por parte da União. “Decorrido esse prazo de dois meses, desde 28 de maio para cá, outras opções surgiram. Uma delas é o próprio aval soberano. Hoje pode ser dado”, argumenta.

 


Paralelamente às negociações, o FGC informou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e ao STF que o pedido de empréstimo não chegou a ser analisado formalmente devido à ausência da publicação dos balanços do BRB referentes ao exercício de 2025 e ao primeiro semestre de 2026.

 

A respeito do atraso nas demonstrações financeiras, Souza declarou ter apresentado um plano de negócios e um plano de capital ao FGC, ao Banco Central e aos bancos fiadores, argumentando que a documentação entregue é suficiente para análises retrospectivas e prospectivas.

 

O executivo justificou que a posterior publicação dos dados orçamentários foi suspensa para permitir a correção de irregularidades contábeis passadas. “Tendo em vista as fraudes que ocorreram, a diretoria atual entendeu que precisa dos números corretos”, explicou. Segundo Souza, a primeira etapa dos balanços está concluída e será submetida à auditoria independente e ao Conselho de Administração antes da publicação oficial.