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Presidente da Colômbia declara situação de desastre nacional após terremoto deixar 80 mortos

Por Redação

Presidente da Colômbia declara situação de desastre nacional após terremoto deixar 80 mortos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, declarou estado de desastre nacional no país, horas depois de um terremoto de magnitude 7,4, com epicentro na região oeste, provocar estragos e a morte de 80 pessoas, um número que deve aumentar conforme as equipes de resgate chegam às áreas atingidas. Para Espriella, é o primeiro grande teste de um governo que começou há três dias.

 

"Determinei a criação de um Posto de Comando Unificado para coordenar a resposta aos danos e prestar assistência aos afetados", escreveu no X. "Também estarei pessoalmente em Pereira [uma das mais afetadas] para prestar solidariedade aos afetados e acompanhar a resposta do governo. Vocês não estão sozinhos. O governo está presente e tomando providências".

 

Nas primeiras declarações a partir do Posto de Comando Unificado, o ministro do Interior, Rodrigo Lara, declarou que 21 municípios relataram estragos e vítimas, nos departamentos de Chocó, Caldas, Valle de Cauca, Risaralda e Quindío. "Estamos acionando os grupos de resgate e desastres para basicamente iniciar as operações e a atenção a esta situação muito crítica. Nossa solidariedade com os departamentos mais afetados, nossa solidariedade com as pessoas e famílias afetadas", disse Lara.

 

Pouco depois, foi tomada a decisão para declarar o estado de desastre nacional, que dá ao presidente poderes para destinar recursos de forma emergencial, mas sem o mesmo peso de uma declaração de emergência econômica e social, que lhe permitiria emitir decretos com força de lei, sem o aval do Legislativo.

 

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que prestará o apoio necessário ao povo colombiano. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o governo de Donald Trump Trump "está monitorando de perto o grande terremoto que atingiu a Colômbia e está pronta para apoiar o povo da Colômbia", citando Espriella, aliado próximo da Casa Branca. O governo de Israel, com quem as relações com Bogotá eram hostis sob o presidente Gustavo Petro, afirmou agora que "está pronto para ajudar a Colômbia de todas as formas necessárias". Daniel Noboa, presidente do Equador, anunciou o envio de 47 resgatistas, cães de busca e equipamentos de resgate.

 

Em comunicado, o Itamatary afirma que o Brasil "acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência". O texto ainda expressa a solidariedade com o povo e o governo colombiano, e destaca que, até o momento, não há informações sobre cidadãos brasileiros entre as vítimas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também prestou solidariedade, em publicação na rede social X.

 

 

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do terremoto de magnitude 7,4 foi a 5 km de San José del Palmar, a 110,3 km de profundidade. Em uma análise inicial, o USGS aponta que "é provável que ocorram vítimas e danos significativos, e o desastre tem potencial para atingir uma ampla área". Foi feita uma análise inicial sobre o impacto econômico, no momento estimado em cerca de 1% do PIB colombiano. Segundo o Serviço Geológico da Colômbia, foi o maior tremor em mais de uma década, e algumas réplicas estão ocorrendo desde o abalo de maior poder destrutivo.