Brasileiro conclui em Salvador travessia do Atlântico a remo após 136 dias
Por Redação
O brasileiro Raphael Garcia, de 34 anos, concluiu em Salvador, na Bahia, uma travessia solitária do Oceano Atlântico a remo que durou 136 dias. O navegador partiu de Lüderitz, na Namíbia, e chegou à capital baiana em agosto de 2026, após meses no mar sem apoio presencial.
Morador da Nova Zelândia, o paulistano passou cerca de dois anos se preparando para repetir a rota que ficou conhecida pela expedição do navegador Amyr Klink. Para a jornada, Garcia utilizou uma embarcação de seis metros, adaptada para garantir alimentação, descanso, navegação e comunicação durante o longo período em alto-mar.
PREPARAÇÃO PARA A TRAVESSIA
Antes de iniciar a viagem, Garcia estudou as correntes marítimas e as condições dos ventos para definir a melhor rota. Durante o percurso, enfrentou tempestades, ondas fortes, navios de grande porte e a presença de baleias.
Um dos momentos mais tensos ocorreu quando o sistema de identificação da embarcação apontou a aproximação de um navio de grande porte. A situação exigiu atenção redobrada e decisões rápidas para garantir a segurança durante a navegação.
ROTINA DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR
A travessia exigiu uma rotina rigorosa, tanto física quanto mentalmente. Além de remar diariamente, o navegador precisava monitorar os equipamentos, administrar os mantimentos e acompanhar constantemente as condições do oceano.
Apesar do planejamento para reduzir os riscos, a expedição também exigiu que Garcia lidasse com situações imprevistas ao longo dos 136 dias de viagem.
CHEGADA A SALVADOR
A chegada à capital baiana marcou o fim da jornada e a conclusão de uma travessia inspirada na histórica expedição de Amyr Klink entre a África e o Brasil.
Ao desembarcar em Salvador, Garcia foi recebido pelo próprio Amyr Klink. O encontro simbolizou o encerramento de uma aventura que teve como referência uma das mais conhecidas travessias oceânicas realizadas por um navegador brasileiro.
