ACM Neto rebate coluna, nega uso de IA para criar plano de governo e chama estudo de "mentira"
Por Daniel Araújo
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, negou veementemente a informação de que teria utilizado ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para elaborar a maior parte do seu plano de governo. A acusação foi baseada em um levantamento publicado na coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, que apontou o uso de IA em cerca de 56% do documento.
Questionado sobre o tema durante sabatina na TV Aratu pelo jornalista Pablo Reis, Neto rechaçou os números. "Isso é uma mentira, um estudo que foi feito sem qualquer precisão. O próprio estudo, na conclusão, diz que não é conclusivo", disparou o candidato.
AUTORIA E ESCUTA POPULAR
Neto fez questão de ressaltar o caráter autoral do documento, afirmando que as ideias e propostas são "100% proprietárias". Segundo ele, a construção do texto contou com a colaboração de quadros técnicos, análise de exemplos do Brasil e do mundo, além de forte envolvimento pessoal.
"Eu me envolvi pessoalmente. Nos percursos de avião, nos percursos de carro, eu estava lá escrevendo e reescrevendo o plano de governo, discutindo cada proposta", detalhou. O candidato destacou ainda a influência do projeto "Sua Voz é Nossa Voz", iniciativa de escuta popular de sua campanha, que serviu como base para muitas das diretrizes apresentadas no texto.
USO RESTRITO DE IA
Apesar de negar a formulação de ideias por meio de algoritmos, ACM Neto admitiu que a tecnologia foi empregada no documento, mas de forma estritamente operacional.
De acordo com o candidato, os recursos de inteligência artificial limitaram-se a ajustes de texto e coleta de estatísticas. "A única coisa que há de inteligência artificial é correção ortográfica e dados públicos, onde você pesquisa, por exemplo, dados do IBGE. É o que há de inteligência artificial", justificou Neto, reiterando que a concepção dos projetos apresentados é inteiramente humana e de sua equipe.
