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Defesa de ministro do STJ apresenta laudo de disfunção erétil para contestar acusação de importunação sexual

Por Redação

Defesa de ministro do STJ apresenta laudo de disfunção erétil para contestar acusação de importunação sexual
Foto: José Alberto/STJ

A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi apresentou laudos de que o magistrado sofre de disfunção erétil para contestar as alegações de uma das pessoas que o denunciaram. Os advogados anexaram os documentos a processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para sustentar que o relato seria incompatível com a condição médica do acusado. Afastado das funções desde fevereiro, Buzzi é alvo de duas acusações de importunação sexual consideradas graves pelos próprios colegas de Corte.

 

As informações são do portal Metrópoles, que teve acesso a documentos de que Buzzi teria "disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo" — funcionamento deficiente dos testículos, com produção insuficiente de hormônios ou gametas — "e ausência de ejaculação anterógrada". Datado de 6 de fevereiro de 2026, o laudo aponta não haver "respaldo" para a "hipótese de função sexual exacerbada", dado o "comprometimento da função sexual masculina".

 

O documento também cita histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão e uso contínuo de medicamentos. O laudo foi anexado para contestar as alegações de uma jovem de 18 anos que acusou o ministro de tentar agarrá-la três vezes na praia de Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do próprio magistrado. Buzzi também foi acusado por uma funcionária terceirizada que trabalhou no gabinete dele na função de secretária.

 

Nesta segunda-feira, a coluna de Malu Gaspar no GLOBO contou que a Polícia Federal vai investigar o disparo de mensagem a integrantes do STJ sobre o caso. O envio da mensagem, feito por um número com DDD do Rio Grande do Sul, despertou a desconfiança entre ministros da Corte de que se trata de uma forma de tumultuar o julgamento do plenário do STJ que deve decidir o destino de Buzzi, previsto para agosto.

 

A mensagem enviada aos ministros, obtida pelo blog, fala em “reviravolta no caso Buzzi”, dizendo que uma das “supostas vítimas” afirmou em depoimento “que não houve nada” e que “ele sempre foi respeitoso”.

 

ACUSAÇÕES

De acordo com fontes que acompanham de perto o caso, as duas vítimas não recuaram nos seus relatos. A equipe da coluna apurou que a defesa de Buzzi foi atrás de uma terceira mulher, que foi citada no depoimento de uma das vítimas — mas que negou ter conhecimento dos episódios de assédio.

 

Nos bastidores do STJ a mensagem está sendo encarada como um caso de intimidação e desinformação. "É um absurdo", comentou um ministro ouvido pelo blog de Malu Gaspar.

 

Quando as acusações vieram à tona, Buzzi disse que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” pela imprensa, que, segundo ele, “não correspondem aos fatos”. Também afirmou que “repudia toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

 

Conforme informou o blog, nos bastidores Buzzi tem sido aconselhado por colegas a antecipar a aposentadoria e sair definitivamente do tribunal, estancando a sangria provocada pelo episódio, mas – pelo menos por ora – não tem dado sinais de que vai tomar uma decisão nesse sentido.