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Justiça avança para condenação de prefeito que associou chefe de gabinete de Lula ao PCC

Por Redação

Justiça avança para condenação de prefeito que associou chefe de gabinete de Lula ao PCC
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) avançou no julgamento do recurso que pode confirmar, em segunda instância, a condenação do prefeito de Diadema Taka Yamauchi (MDB). O processo trata da acusação contra o político por ter associado indevidamente o chefe de gabinete da Presidência da República ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

O relator do caso, juiz Claudio Pereira, votou pela manutenção da pena estabelecida em primeira instância: seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de multa. A sessão de julgamento foi suspensa na última quinta-feira (11) logo após a manifestação do relator. A interrupção ocorreu devido a um pedido de vista formulado pela juíza Maria Cláudia Bedotti, que solicitou mais tempo para analisar os autos do processo antes de proferir seu voto.

 

A condenação original de Yamauchi ocorreu em dezembro de 2025, após o tribunal acolher uma representação enviada pela Advocacia-Geral da União (AGU). A denúncia aponta que, durante a campanha eleitoral de 2024, o atual prefeito associou o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro à facção criminosa paulista.

 

Segundo informações do jornal Estado de S. Paulo, ainda na mesma ocasião, o emedebista sugeriu que o assessor presidencial estaria envolvido no envio irregular de recursos financeiros para o município de Diadema.

 

Na sentença de primeira instância, a magistrada Clarissa Rodrigues considerou que o chefe do Executivo municipal difamou a honra e ofendeu a dignidade do assessor. A juíza argumentou em sua decisão ser de conhecimento público que o líder da facção criminosa homônima é um indivíduo totalmente distinto da vítima.