Mulher que cumpre a pena mais longa da história das prisões britânicas será libertada após 38 anos
Por Redação
A britânica Maria Pearson, 70 anos, que cumpre a pena mais longa registrada em uma prisão da Grã-Bretanha, será libertada após a Comissão de Liberdade Condicional concluir que ela não representa mais risco significativo à população. Presa desde 1987 pelo assassinato de Janet Newton, de 23 anos, ela permaneceu encarcerada por 38 anos mesmo após cumprir o período mínimo de 12 anos de pena em 1998, devido a sucessivas negativas de liberdade condicional ao longo de dez análises do caso.
Em comunicado divulgado na última terça-feira (30), a comissão afirmou que a decisão foi tomada após análise considerada "bastante equilibrada". "O painel ficou convencido de que a prisão não era mais necessária para a proteção do público e que ela representa apenas um risco mínimo de cometer novos crimes graves", diz o documento.
Pearson foi condenada à prisão perpétua por esfaquear Newton 17 vezes em Hartlepool, no condado de Durham. À época do crime, ela tinha 31 anos e matou a jovem que havia iniciado um relacionamento com seu ex-marido, Malcolm Pearson. Segundo informações apresentadas no julgamento, o relacionamento entre os dois era descrito como "intenso e tempestuoso".
Após a separação, temendo perder a casa e a guarda do filho, Pearson passou a perseguir a jovem, monitorando sua rotina antes de atacá-la. O juiz classificou o assassinato como "cruel e perverso" e descreveu a ré como "obsessiva e ciumenta".
A libertação ocorrerá sob condições: morar em endereço previamente determinado, cumprir toque de recolher, usar tornozeleira eletrônica durante um ano e respeitar restrições que impedem qualquer contato com familiares da vítima.
