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Europa registra mais de 1,3 mil mortes acima do esperado em onda de calor 

Por Redação

Europa registra mais de 1,3 mil mortes acima do esperado em onda de calor 
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que foram registradas mais de 1,3 mil mortes acima do esperado, atribuídas à onda de calor que atinge a Europa. O comunicado, divulgado neste domingo (28) aponta que cerca de 150 milhões de pessoas vivem atualmente sob condições de calor extremo, que já pressionam os sistemas de saúde, afetam a infraestrutura e sobrecarregam as redes elétricas em diferentes países.

 

Nas redes sociais, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a organização atua em conjunto com países e parceiros para enfrentar os impactos do calor extremo. Segundo informações do g1, ele chegou a ressaltar que as principais estratégias são a preparação, prevenção e fortalecimento das respostas dos sistemas de saúde.

 

Cientistas apontam que este já é o episódio de calor mais intenso registrado no continente. Desde 20 de junho, o calor extremo também levou vários países a registrar temperaturas recordes.

 

Na França, os termômetros ultrapassaram os 40°C em diferentes regiões ao longo da semana, e uma a agência de saúde pública registrou cerca de mil mortes acima do esperado desde 24 de junho. A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e houve aumento das mortes em domicílio, principalmente na região de Paris.

 

A ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist, afirmou ao jornal "La Tribune" que os efeitos do calor extremo podem continuar sendo sentidos por até dez dias, mesmo após a queda das temperaturas. Em entrevista à emissora "BFM", ela alertou que "o episódio ainda não acabou".

 

Na Alemanha, a temperatura chegou a 41,5°C no sábado, a maior já medida no país. O serviço meteorológico alemão ainda alertou que os termômetros poderiam se aproximar dos 42°C.

 

Na República Tcheca, a temperatura chegou a 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C neste domingo. Em Basileia, na Suíça, os termômetros marcaram 39°C, estabelecendo pelo terceiro dia seguido um novo recorde para o mês de junho.

 

Já a Dinamarca registrou 37°C, a maior temperatura desde o início das medições no país. Na Espanha, 212 mortes registradas em um intervalo de quatro dias também foram associadas ao calor extremo.

 

Em diferentes países, hospitais, serviços de emergência e autoridades locais adotaram medidas para atender ao aumento da demanda e reduzir os riscos à população.