“Não tem como toda corrida ser no Farol da Barra”, diz Sosthenes Macedo ao citar mudanças em provas e treinos de ruas
Por Victor Hernandes
O secretário de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Sedur), Sosthenes Macedo alertou para a necessidade de discricionariedade na realização de corridas de rua e provas de atletismo na cidade. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, o titular da Sedur apontou que moradores do bairro da Barra tem reclamado de som extremamente alto por volta das 5h30 da manhã, durante esses eventos esportivos.
De acordo com Sosthenes, como solução, foi determinado a restrição do som nesse horário e o remanejamento das estruturas físicas do Farol da Barra para a região de Ondina (antigo Speedy Lanches/Camarote Salvador), alterando o circuito dos eventos.
“Eu chamei as assessorias [de corrida] e conversamos. Tinham assessorias, por exemplo, que ficavam no Farol da Barra. Os moradores que ali vivem têm vídeos de 5h30 da manhã com o som extremamente alto, estridente. Primeiro é tirar o som nesse horário. Segundo, fizemos um acerto, um acordo, para saírem de lá as estruturas físicas e ficarem naquele local onde era o Speedy Lanches, ali em Ondina, no camarote Salvador, porque você tem um ambiente que já é propício para colocarem ali as tendas, as estruturas. Com isso, eles podem fazer, ao invés de Farol da Barra-Ondina-Farol da Barra, correrem da Ondina - Farol da Barra - Ondina”, disse Macedo aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.
O secretário explicou ainda que, para evitar a sobrecarga de eventos no Farol da Barra em todos os finais de semana, pediu que algumas corridas migrassem para a nova área da orla da capital baiana.
“Conversamos com o pessoal das corridas a mesma coisa: 'Olha, pessoal, não tem como toda corrida ser no Farol da Barra, senão todos os fins de semana nós teremos lá'. Temos uma orla belíssima nova que foi construída pela prefeitura. O prefeito Bruno Reis investiu naquela nova área da cidade, então algumas corridas estão migrando para essa nova área de orla. Você vai construindo a cidade como cidade e não apenas como instrumento, objeto de uso, mas de vivência”, afirmou.
