Wagner indica foco em “provar inocência” e nas eleições de Lula e na Bahia como motivo para deixar liderança do governo
Por Redação
Em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (24), o senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou seu afastamento da liderança do Governo no Senado Federal. A decisão, segundo o próprio parlamentar, foi tomada em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião que classificou como “uma conversa entre amigos”.
A decisão ocorre dias depois de o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Brasília e Salvador.
O senador também indicou que a prioridade, neste momento, será concentrar esforços em sua defesa diante das investigações e na articulação política para as eleições de 2026. “Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou.
Desde a operação da Polícia Federal realizada na última quinta-feira (18), aliados do governo no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto vinham defendendo a saída de Wagner da função. Integrantes da base governista avaliavam que a permanência do senador na liderança havia se tornado um fator de desgaste para o governo, diante da repercussão da investigação.
A operação incluiu buscas em endereços ligados ao parlamentar e resultou na apreensão de valores em espécie. Segundo informações da investigação, foram encontrados US$ 49 mil em um imóvel relacionado a Wagner em Brasília. Somando também dólares e euros apreendidos em um endereço em Salvador, o montante recolhido pela Polícia Federal equivale a cerca de R$ 482 mil, conforme a cotação atual.
Segundo o O Globo, os bastidores do governo, interlocutores de Lula avaliavam que a situação tornava “praticamente insustentável” a permanência de Wagner no cargo de confiança. Apesar disso, a expectativa era de que o afastamento ocorresse sem rompimento político, considerando a longa trajetória de proximidade entre o senador e o presidente.
