Salvador registra maior taxa de homicídios estimados entre capitais brasileiras, diz Atlas da Violência
Por Victor Hernandes
O levantamento Atlas da Violência apontou que Salvador registrou a maior taxa de homicídios estimados entre todas as capitais brasileiras, no ano de 2024. A capital baiana alcançou um índice de 52,7 mortes por 100 mil habitantes. A cidade baiana lidera o ranking das capitais, seguida por Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2). A taxa de Salvador é mais de cinco vezes superior à de Florianópolis (9,7), a capital com o menor índice do país.
Outras capitais que notificaram índices inferiores foram o Distrito Federal (10,9), Curitiba (13,2), Goiânia (14,7) e São Paulo (15,3). Além disso, a taxa de Salvador (52,7) é quase o dobro da média geral das capitais brasileiras, que foi de 26,6 em 2024.
No entanto, a cidade obteve uma redução moderada de 8,5%, de 2014 a 2024. Na primeira capital do Brasil foram estimados 49 homicídios ocultos em 2024, um número baixo comparado aos 1.539 de São Paulo.
ATLAS NA BAHIA
A Bahia registrou uma queda de 9,8% no número de homicídios estimados entre 2014 e 2024. Isso é o que apontam os dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Atlas da Violência 2026, estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Em 2014, foram registrados 7.006 homicídios no estado, frente a 6.316 casos notificados em 2024.
O estado registrava, em 2024, uma taxa de homicídios de 42,6 a cada 100 mil habitantes, a terceira maior do país, ficando atrás apenas do Amapá (47,1) e do Ceará (43,7). Ainda assim, a Bahia já apresentava redução em todas as faixas de análise. Entre 2023 e 2024, a queda foi de 6,5%, enquanto em cinco anos (de 2019 a 2024) chegou a 8,8% e, por fim, a 9,8% no confronto da década.
O estudo, elaborado a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), analisa uma década de monitoramento da letalidade no país.
