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Datafolha mostra empate técnico no Nordeste sobre Bolsonaro cumprir pena em casa ou no presídio

Por Redação

Datafolha mostra empate técnico no Nordeste sobre Bolsonaro cumprir pena em casa ou no presídio
Manifestações de defesa e oposição na Bahia | Fotos: Reprodução / Bahia Notícias

Uma pesquisa do instituto Datafolha aponta que a maioria dos brasileiros defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar, em vez de retornar ao regime fechado. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro deve permanecer em prisão domiciliar, enquanto 37% defendem que ele volte para um presídio. Outros 5% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios do país entre terça-feira (7) e quinta-feira (9) de abril, e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. No recorte regional, o Nordeste aparece dividido: 48% defendem a manutenção da prisão domiciliar, enquanto 47% preferem o retorno ao regime fechado, o que configura empate técnico dentro da margem de erro.

 

A região também acompanha a tendência nacional de forte polarização sobre o tema. Bolsonaro foi transferido para prisão domiciliar após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 27 do mês passado. A medida tem caráter temporário e prazo inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada ou convertida em retorno ao regime fechado.

 

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama golpista após a eleição de 2022. Até a transferência, ele cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

 

A defesa solicitou a prisão domiciliar após Bolsonaro ser internado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, associada a crises de soluço. O pedido foi aceito pelo STF em caráter humanitário. A decisão determina o uso de tornozeleira eletrônica e proíbe Bolsonaro de usar redes sociais ou produzir conteúdos em áudio e vídeo. 

 

Também há restrição de circulação e proibição de aglomerações em um raio de um quilômetro da residência. Visitas são limitadas: familiares seguem regras semelhantes às da unidade prisional anterior, enquanto advogados têm acesso diário e médicos podem atendê-lo sem restrição. Outras visitas estão proibidas durante o período da medida.

 


O Datafolha também identificou diferenças entre grupos sociais e políticos. Entre pessoas com mais de 60 anos, 61% defendem a prisão domiciliar. Já entre empresários, esse índice chega a 81%. Por outro lado, 44% dos jovens de 16 a 24 anos e 42% dos desempregados defendem o retorno ao presídio.

 

Entre eleitores que se declaram de centro, 53% apoiam a prisão domiciliar e 41% preferem o regime fechado. Já entre os mais alinhados ao bolsonarismo, 94% defendem a manutenção da prisão em casa, enquanto entre os mais identificados com o petismo, 68% querem a volta ao presídio.

 

O levantamento também mostra diferenças entre potenciais eleitorados: entre quem declara intenção de votar em Lula (PT), 66% defendem o retorno à prisão, enquanto entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 93% apoiam a permanência em casa.