CPMI do INSS terá última reunião nesta sexta antes de ser encerrada, mas pode acabar sem relatório aprovado
Por Edu Mota, de Brasília
Com a decisão tomada pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar a decisão de André Mendonça de garantir a prorrogação da CPMI do INSS, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) já anunciou que a comissão se reunirá na manhã desta sexta (27). A reunião se destinará a votar o relatório final sobre a investigação, já que o prazo final de funcionamento do colegiado é este sábado (28).
Segundo o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), serão sugeridos indiciamentos de mais de 220 pessoas envolvidas com as fraudes no INSS. O relatório possui mais de cinco mil páginas.
Os membros do governo na CPMI afimam que apresentarão um relatório paralelo sobre as investigações com outros pedidos de indiciamento. Esse relatório paralelo só será votado, entretanto, se o parecer do relator for rejeitado pela maioria.
Caso nenhum dos documentos sejam aprovados, a CPMI do INSS encerrará seus trabalhos sem ter um parecer final a ser encaminhado a órgãos como a Procuradoria-Geral da República.
Em entrevista após a decisão do STF, o senador Carlos Viana disse que a rejeição à decisão de André Mendonça representou o fim do sonho dos aposentados.
"Se o relatório não for aprovado, desde já, quem perde não somos nós, pois o dono do relatório, que é o povo brasileiro, sabem exatamente o que aconteceu e quem blindou ladrões de aposentados", afirmou Viana.
