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Delegado descarta participação de rodoviário na morte de Thamiris: “Não sei por que estão associando ao crime”

Por Paulo Dourado / Leonardo Almeida

Delegado descarta participação de rodoviário na morte de Thamiris: “Não sei por que estão associando ao crime”
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damascedo, descartou a possibilidade da participação de um rodoviário vizinho da adolescente Thamires Pereira, de 14 anos, na morte da jovem. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19), Damasceno foi questionado sobre o linchamento sofrido pelo homem por populares no Jardim das Margaridas e afirmou que ele não está entre os investigados.

 

À imprensa, o delegado declarou que nunca informou que o rodoviário estaria entre os suspeitos. O diretor do Depom disse que ele foi ouvido pela polícia sob a condição de d testemunha e pediu que a população deixe as investigações “para o Estado”.

 

“Eu nunca informei que o rodoviário estava sendo investigado. O que aconteceu é que, durante o processo, a gente ouve todo mundo. Como ela realmente parou lá [na casa dele], então era necessário ouvir o rodoviário, mas não sob o aspecto de investigado. Então seria uma surpresa muito grande para a gente se mais tarde conseguir identificar qualquer participação deles no fato. Está muito arriscada essa forma da população de querer agir por violência, por vingança, eles têm que deixar que é o Estado que faça essa investigação”, disse o delegado.

 

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Damasceno reforçou que a jovem “passou” na residência do rodoviário, mas não chegou a entrar na casa. Segundo ele, existem suposições dos investigadores de que Thamires possa ter encontrado o homem apenas para sinalizar para onde estava indo, visto que era conhecida pela família. O delegado também afirmou não entender as razões para o linchamento do rodoviário por populares.

 

“Ela só passou na casa dele, não entrou e seguiu direto. As câmeras foram verificadas por um período bem longo, mas ela não voltou para a casa dele. Ela foi para o outro lado. Então, não sei por que estão associando esse rodoviário ao crime. A gente até acredita que, de repente, ela passou na casa do rodoviário, até, de repente, para pedir ajuda ou para comunicar para onde ela estava indo, porque era uma pessoa conhecida da família. É só uma suposição. Então, a gente, dentro dessa linha de raciocínio, não cabe o rodoviário”, explicou.