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Lídice da Mata rebate tentativa de vincular governo ao caso do Banco Master e diz que apuração “fortalece a democracia”

Por Eduarda Pinto / Nathalí Brasileiro

Lídice da Mata rebate tentativa de vincular governo ao caso do Banco Master e diz que apuração “fortalece a democracia”
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A deputada federal Lídice da Mata (PT) falou ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (12), durante coletiva de imprensa realizada antes da abertura oficial do Carnaval de Salvador, no Campo Grande, sobre as investigações envolvendo o Caso do Banco Master e as suposições de alguns membros da oposição ao governo Lula que apontam possíveis vínculos do governo com o caso.

 

Ao comentar as acusações, a parlamentar afirmou que, sob o ponto de vista quantitativo, há mais pessoas identificadas com o bolsonarismo entre os envolvidos do que com o governo federal. “Acho que se for olhar do ponto de vista do ponto de vista quantitativo, tem muito mais gente envolvida do lado, identificada com o lado do bolsonarismo do que com o lado do governo [Lula]. Querer colocar alguma relação entre governo e até as acusações que são feitas ao [ministro Dias] Toffoli é uma forçação de barra, porque o ministro já é um ministro do STF há muito tempo e sem nenhuma vinculação mais com partidos ou com o governo. Já enfrentou o governo, inclusive, já ficou com outro governo”, declarou.

 

Lídice também comentou o andamento das investigações e o impacto do caso. Segundo ela, a apuração contribui para o funcionamento das instituições. “O interessante é compreender que a democracia brasileira é incipiente, mas ela vai amadurecendo. Toda vez que a gente consegue que um escândalo desse apareça para a população, seja rejeitado pela população, é a democracia que se fortalece”, afirmou.

 

A deputada acrescentou que relações entre agentes econômicos e políticos são comuns e que contatos, por si só, não configuram irregularidade. “É da cultura brasileira e até mundial que, quem tem o poder econômico, circule no poder político com muita naturalidade e fala com todo mundo, janta com todo mundo, toma café com todo mundo, e isso é natural. Então, qualquer contato não pode ser considerado como indício de qualquer tipo de atividade negativa, o que tem que investigar é aqueles que têm algum indício de ter promovido, participado, ajudado a acontecer esse escândalo do banco Master”, disse.

 

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após irregularidades financeiras que culminaram na prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro. Entre os pontos identificados estava a comercialização de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com taxas de retorno que chegavam a 140% do CDI. De acordo com as informações, o banco não conseguia honrar compromissos no vencimento dos investimentos.

 

Em nota pública divulgada também nesta quinta-feira (12), o ministro Dias Toffoli, por meio de seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro e buscou esclarecer sua sociedade com a empresa Maridt.

 

Segundo informação divulgada na noite desta quarta-feira (11) pela jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o ministro do STF havia recebido dinheiro da Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá, em 2021, para um fundo ligado aos negócios de Daniel Vorcaro. Mensagens sobre essa operação apareceram na perícia realizada pela Polícia Federal no celular do proprietário do Banco Master e de outras pessoas envolvidas nas investigações.