Éden Valadares critica ação de Trump na Venezuela e alerta: “Quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando”
Por Redação
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, fez um alerta neste domingo (4) sobre o que classificou como arbitrariedade do governo dos Estados Unidos após a ação contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em publicações nas redes sociais, o dirigente afirmou que o episódio vai além de uma disputa ideológica e representa uma ameaça às regras do direito internacional.
Segundo Éden, tratar o caso como um embate entre esquerda e direita é uma leitura simplista que impede a compreensão da gravidade do cenário. Ele criticou políticos e apoiadores da direita brasileira, apontando o que chamou de “miopia política” diante das consequências históricas desse tipo de ação.
“Primeiro, é preciso afastar a visão rasa, binária, maniqueísta de que isso é uma questão entre direita e esquerda. Não é. Diversos líderes de direita pelo mundo condenaram a arbitrariedade da ação norte-americana. Não é Direita x Esquerda; é autoritarismo x multilateralismo. A arbitrariedade é assim: quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando.”
O dirigente petista também destacou que, na avaliação dele, os Estados Unidos não têm legitimidade para intervir militarmente em um país soberano ou retirar à força seu chefe de Estado. Para Éden, o episódio deve ser caracterizado como sequestro, e não como captura.
“Está registrado que os EUA fizeram o sequestro do presidente de um país soberano e independente. Não é correto falar em ‘captura’, pois só pode capturar quem tem autoridade e legitimidade. E não foi o caso.”
Na avaliação do secretário, a postura do presidente norte-americano Donald Trump ignora princípios fundamentais das relações internacionais e desrespeita organismos multilaterais responsáveis por mediar conflitos entre países. Ele defendeu a autodeterminação dos povos e o respeito à democracia como pilares do direito internacional.
“Trump não tem delegação para ser xerife do mundo; nem os EUA podem acusar, julgar e sentenciar outros países arbitrariamente. Existem tribunais internacionais, existe a ONU e todo um arcabouço de leis que regem o Direito Internacional. Tudo isso está sendo rasgado aos olhos do mundo.”
