Janja, Luiza Trajano e líder quilombola baiana recebem de Lula a medalha Oswaldo Cruz
Por Edu Mota, de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou na tarde desta quarta-feira (11), em solenidade no Palácio do Planalto, a medalha de mérito Oswaldo Cruz. Criada em 1970, a honraria é concedida a pessoas que tenham se distinguido ou contribuído para o bem-estar físico e mental da coletividade brasileira.
Neste ano, 22 pessoas e 10 instituições foram agraciadas com a medalha. Entre os que foram homenageados estão a primeira-dama Janja, a empresário Luiza Trajano, do Magazine Luiza, o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, e o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.
Ao falar no evento, o presidente Lula, com a voz bastante rouca, se desculpou por ter que cumprir outra agenda e falar rapidamente. Lula agradeceu a todos os homenageados e às instituições pela atenção e cuidado com a população brasileira.
"Que bom que tem mais gente querendo salvar do que gente querendo matar", disse Lula.
O presidente também fez uma referência ao governo passado, de Jair Bolsonaro, e fez duras críticas ao fato de seu antecessor ter feito campanha contra a vacinação.
A apresentadora de TV Xuxa Meneghel e a ginasta Daiane dos Santos também estavam entre as agraciadas, mas não compareceram à solenidade. A medalha foi entregue ainda a Rosileia Maria de Souza, presidente da Associação do Quilombo Alagoinhas, no município de Gentio do Ouro (BA).

Entre as entidades que foram agraciadas estão a Opas (Organização Panamericana da Saúde), o Rotary Club, a Unicef, a Agência de Notícias das Favelas, a Associação Brasileira de Enfermagem, entre outras.
A Associação Alagoinhas, liderada por Rosileia Souza, é uma das diversas comunidades quilombolas que preservam suas tradições e sua identidade cultural, e que contribuem para a riqueza cultural da região. A associação funciona em Gentio do Ouro, cidade que está diretamente relacionada à escravidão e ao tráfico negreiro que ocorreu no Brasil durante o período colonial.
O Quilombo Alagoinhas, em Gentio do Ouro, foi certificado em 2020 como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.
Na época em que o quilombo foi certificado, Rosileia disse que o diálogo com o Estado levou a comunidade a compreender a importância e os benefícios do reconhecimento.
"Essas conquistas foram de extrema importância para nossa comunidade quilombola, pois nos fez, mais uma vez, lutar e reconhecer nossos direitos e valores, fortalecer a nossa história, além de incentivar nossos jovens a alcançarem um futuro promissor. A valorizarem a nossa terra, o nosso povo", disse Rosileia.
