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Subsídio para transporte público em Salvador deve enfrentar dificuldade na CMS
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Os vereadores da base do prefeito Bruno Reis (União) tentaram colocar para votação na sessão desta terça-feira (17) o Projeto de Lei que estabelece um subsídio por parte do município para a passagem de ônibus em Salvador. A vontade foi barrada pelos vereadores de oposição que alegaram se tratar de uma ‘cortina de fumaça’. A presidência da Casa alegou falta de acordo entre as bancadas para justificar a suspensão da apreciação do projeto. Ao que tudo indica o clima de pacificação entre os poderes durou pouco. 

 

Fontes ligadas ao Bahia Notícias já haviam informado que, diante do clima de instabilidade na relação entre a prefeitura e a Câmara (relembre), a gestão Bruno Reis deixaria de enviar projetos de interesse do Executivo para a apreciação dos vereadores visando não desgastar a imagem do gestor.

 

No entanto, o clima ameno das últimas sessões e a ‘bandeira branca’ levantada por Geraldo Jr., presidente da Casa, e o vice-líder do governo, Kiki Bispo (veja aqui), gerou mais confiança para o envio do projeto. Contudo, a sessão desta terça deixou claro que o caminho para a tão sonhada harmonia entre os poderes tende a ser mais longo do que se imaginou. 

 

Líder do governo na CMS, Paulo Magalhães criticou a postura da mesa diretora. “Propusemos que votasse o projeto do subsídio para que não haja o aumento da tarifa de ônibus. A oposição não aceitou. Os próprios representantes da categoria, vereadores Hélio Ferreira, Thiago Ferreira, Marta Rodrigues e Augusto Vasconcelos não aceitaram votar esse projeto, e não entendo o porquê”, declarou.

 

Magalhães caracterizou o texto como "de extrema importância para cidade" e considerou que, caso não haja o subsídio “a tarifa vai aumentar e quem paga isso é o povo de Salvador". "E é isso que nós não vamos admitir”, disse. 

 

Ao Bahia Notícias, o presidente da Casa, vereador Geraldo Jr., declarou que as comissões que analisam o texto – Justiça e Orçamento -, já fecharam um entendimento sobre a questão. “Não houve acordo para a votação do subsídio do transporte público. Já há um entendimento das comissões sobre o assunto. Tenho dois legítimos representantes dos rodoviários nesta Casa, eles próprios dizem que não há acordo. Não há composição. Eles entendem que esse subsídio do transporte não tem que ser apenas de dois meses. O projeto não contempla o problema do transporte público”, disse.

 

O vereador Hélio Ferreira (PCdoB), que preside a Comissão de transporte na Casa,  disse a imprensa que o projeto não passa de uma cortina de fumaça em meio ao gargalo do transporte público. “Esse é um discurso para enganar a população. O povo não vai se livrar desse ‘alívio’. Ter dois meses de subsídio para que a população continue excluída do transporte, com um transporte de pouca qualidade sem atendimento adequado não resolve o problema nem da população, nem do trabalhador do transporte”, disse. 

 

A proposta da prefeitura é de que a gestão subsidie 10 centavos do valor da tarifa até o final do ano. Já outro aporte no sistema de transporte seria o valor de 50 até o final do mês de maio. De acordo com a gestão estima-se que o aporte custaria aos cofres municipais, de abril a maio R$ 10 milhões, e de junho a dezembro, cerca de R$ 2,1 milhões. O valor pode sofrer alterações de acordo com o número de usuários pagantes.  

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