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Bruno Reis cita Ladeira da Montanha e critica resolução de encostas pelo governo

Por Gabriel Lopes / Bruno Leite

Bruno Reis cita Ladeira da Montanha e critica resolução de encostas pelo governo
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O prefeito Bruno Reis (UB) teceu críticas ao governo do estado pela construção de contenções em encostas de Salvador. Citando o impasse na resolução do pós-desabamento na Ladeira da Montanha (veja aqui), ele disse que a capacidade de resposta da prefeitura é maior.

 

"Se eu for esperar o governo para resolver essa encosta, a Ladeira da Montanha vai ficar interditada por pelo menos 2 anos", disparou Reis durante o ato de entrega de 200 casas do Morar Melhor em São Caetano, na manhã desta terça-feira (3).

 

Ele disse que, semelhante ao que foi feito após uma ocorrência em Pero Vaz, a Codesal tem uma rotina de trabalho em que os projetos são feitos dentro de 15 dias. 

 

IMPASSE NA LADEIRA

A remoção dos escombros do desabamento de casarões na Ladeira da Montanha virou objeto de empurra-empurra pelo governo do estado e a prefeitura. 

 

Através de notas, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) trocaram acusações na última semana pela responsabilidade da intervenção.

 

O incidente, no último dia 21 de abril, fez com que a área fosse interditada.

 

Segundo a Codesal, a companhia estadual, proprietária dos imóveis, deveria concluir a demolição do material restante, além da retirada do talude e das árvores que nasceram nas ruínas.

 

O órgão afirmou ainda que, “enquanto essas medidas não forem tomadas e houver perigo para transeuntes e condutores de veículos, a interdição da via será mantida” (lembre aqui).

 

Em resposta, a Conder disse que o município seria o verdadeiro responsável, já que o muro de contenção que se rompeu e comprometeu a estrutura dos prédios era dele.

 

O estado informou que um laudo de vistoria mostrou que o acidente foi ocasionado pelo desmoronamento da barreira que sustenta toda a área em declive da região. De acordo com o comunicado, tanto o muro de pedras quanto o sistema de drenagem estariam sob a gestão do poder público municipal. 

 

"Técnicos da Conder estiveram no local, desde o registro do acidente na quinta-feira (21) até a limpeza da área, com a conclusão da retirada do entulho acumulado na via na última quarta-feira (27), conforme previsto pela companhia estadual", afirmou um trecho do comunicado, que afirmou estar impossibilitada de agir, por questões de segurança (lembre aqui).