Júnior Muniz evita classificar movimentações políticas de PP e MDB como traições
Por Lula Bonfim / Mauricio Leiro / Emily Bomfim
O deputado estadual Júnior Muniz (sem partido) disse não ver como traição as mudanças que movimentaram a política baiana nos últimos dias, como a ida do atual vice-governador João Leão (PP) para a base do ex-prefeito ACM Neto (UB), e o anúncio de Geraldo Júnior (MDB) na chapa governista. Para Muniz, é o “momento da política”.
“Momento da política onde está se assimilando para que cada um procure o melhor para se eleger ou reeleger. Então, esse é o momento principal. A partir deste sábado (2), se finda o prazo de filiações e cada um procura a sua melhor colocação. E como muitos foram pro lado de lá, estão vindo outros para o lado de cá. É arrumação da política mesmo, é o ajuste político", frisou o deputado no evento de lançamento do nome de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo do estado, realizada nesta quinta-feira (31).
Apesar de Muniz preferir não tratar os movimentos como traição, o governador Rui Costa (PT) indicou, em mais de uma oportunidade, que a movimentação de João Leão em direção ao grupo adversário teria uma coloração nesse sentido. Rui chegou a dizer que não aceitaria que alguém colocasse uma faca no pescoço dele para renunciar ao cargo (lembre aqui).
Muniz ainda acredita na indicação do nome de Geraldo Júnior, pré-candidato ao cargo de vice-governador na chapa de Jerônimo, para a prefeitura de Salvador em 2024. “Com certeza é um grande nome para 2024. Geraldinho é um nome que vem espontâneo em Salvador. E sem sombra de dúvida, será o nome do governo para prefeito de Salvador em 2024”, conclui.
