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Félix rechaça filiação de Nilo ao PDT para a vice de Neto: 'Portas nunca estiveram abertas'
Foto: Divulgação

Cotado para vice na chapa que será encabeçada por ACM Neto (UB), o deputado federal Marcelo Nilo não deve ter vida fácil para encontrar um partido que aceite a indicação dele ao cargo. Um das possíveis legendas que poderiam abrigar o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e ex-aliado de primeira hora de Jaques Wagner (PT), já tirou o corpo fora.

 

O presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Jr., encerrou com qualquer possibilidade de trazer Nilo de volta ao partido, independente do cargo que ele queira disputar. Nilo foi filiado ao PDT entre 2009 a 2016.

 

“Não tenho relação nem pessoal e nem política com ele. As portas do partido nunca estiveram abertas. Ele quis sair, tomou um rumo diferente e não tem porquê voltar para um partido para ocupar um espaço desse [vice]. Isso não vai acontecer nem com ele nem com ninguém. Se um nome for indicado será o meu, ou o de Léo Prates, Ana Paula, Andrea Mendonça, entre outros que já são do partido. Os que entram agora vão ter que caminhar um pouquinho”, disse Félix ao Bahia Notícias.

 

Em entrevista ao BN no mês passado, o quadro era diferente. O desembarque do socialista no PDT estaria facilitado e conforme o próprio Nilo, as diferenças entre ele e o presidente pedetista na Bahia já teriam sido superadas (lembre aqui). Em 2015, os deputados chegaram a trocar farpas nas redes sociais. Na época, Félix chamou o colega de "desqualificado" e Nilo respondeu acusando o pedetista de falir as empresas do pai (relembre aqui).

 

Um outro possível destino para que Nilo possa garantir um lugar na majoritária de Neto seria o Republicanos. As conversas com o partido ligado a Igreja Universal estariam adiantadas, mas ainda não há confirmação se a cúpula da legenda teria interesse em filiá-lo para disputar o cargo.

 

Já as chances no MDB e Solidariedade, outros partidos apontados como possíveis destinos para o parlamentar, são mais remotas. Interlocutores do MDB deixaram claro que a filiação seria uma "peça de ficção científica". Inclusive, o partido teria condicionado a participação na chapa de Neto à indicação de um “emedebista-nativo” (lembre aqui).

 

Por sua vez o Solidariedade, que antes ensaiava o embarque na base petista, mas confirmou o apoio a Neto, até poderia aceitar Nilo, mas não teria musculatura para desbancar os demais concorrentes ao cargo na majoritária.

 

 Nilo rompeu com o grupo governista na primeira quinzena de fevereiro. Ele fez duras críticas à condução do estado por parte do governador Rui Costa (PT) e do senador Jaques Wagner (PT). Para concretizar o sonho de ser candidato ao Senado, ele se aproximou da base do ex-prefeito de Salvador. Porém com o rompimento do PP com o PT na Bahia, já é praticamente certo que a vaga para a Câmara Alta deve ficar com o vice-governador João Leão (saiba mais aqui).

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