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Bacelar defende inclusão de bingos em hipódromos brasileiros
Crédito para Alejandro Garay/Unsplash

Relator do Grupo de Trabalho sobre o Marco Regulatório dos Jogos na Câmara dos Deputados, o deputado federal Bacelar (Podemos) têm defendido em encontros e conversas fora e dentro do Congresso Nacional a liberação de máquinas de bingo e jogos em hipódromos brasileiros. O projeto retende criar um marco jurídico para os jogos de azar e apostas esportivas no Brasil.

 

Atualmente, Bacelar lidera um grupo de parlamentares que têm se reunido para atualizar o texto do PL 442/91, que define as regras para os jogos de azar no país. As apostas estão proibidas desde 1946, mas na prática nunca deixaram de acontecer. A intenção neste momento é regularizar um setor que não para de crescer e que mesmo em um limbo jurídico tem atraído a atenção de investidores.

 

A procura por plataformas que disponibilizam jogos como bingo online, roleta, blackjack, além das apostas esportivas em competições no mundo inteiro, cresceu no Brasil. Estimativas conservadoras indicam que ao menos 400 plataformas são acessadas por apostadores brasileiros, em um mercado que movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano. 

 

Especialistas afirmam que legalizar as apostas e jogos de azar é dar segurança a um mercado que já existe na prática. Além disso, é uma forma de o governo federal conseguir tributar e engordar os cofres públicos. Com mais empresas atuando no Brasil, amparadas por um marco jurídico confiável, espera-se que empregos seja criados.

 

Por isso, deputados integrantes do grupo de trabalho têm viajado o Brasil para dialogar com os mais diversos setores. Na última semana, Bacelar esteve com Felipe Carreras (PSB/PE) e Otávio Leite (PSDB/RJ), além de representantes de entidades turísticas para uma reunião na sede do Jockey Club Brasileiro sobre o tema dos jogos de azar.

 

Bacelar defendeu durante o encontro que o turfe seja contemplado na revisão do texto do projeto de lei. "Vou sugerir ao relator, deputado Felipe Carreras, que seja mantida as premissas já aprovadas no substitutivo ao PL 442/91 com relação às questões dos jockey clubs, que permite a instalação de um bingo nas instalações dos hipódromos, máquinas de vídeo-bingos e slots e as corridas virtuais”, sugeriu.

 

Para o presidente do JCB, Raul Lima Neto, a medida pode ajudar os hipódromos em um momento de crise financeira. Um dos exemplos citados pelo dirigente vem do Uruguai. Por lá, o Hipódromo de Maroñas, em Montevidéu, que ficou fechado durante seis anos, foi reaberto após a aprovação de nova lei do turfe, que permitiu ao jockey operar salas de jogos com máquinas caça-níqueis.

 

“Temos 16 principais hipódromos brasileiros e temos como fazer parte da história da recuperação do turfe nacional e do turismo. Podemos potencializar o cenário como realizado em Maroñas e Palermo, que transformaram suas instalações em grandes centros de entretenimento. Não existem lugares mais propensos como os hipódromos para estarem inseridos nesta atividade. Quando houver a legalização dos jogos, os jockey clubs podem participar através das apostas em corridas gravadas e a instalação de máquinas de slots nos hipódromos do país”, afirmou.

 

Outro entusiasta da proposta, José Lodi Fragoso, diretor do Jockey Club de São Paulo, afirma que os jockeys geram três milhões de emprego no país, e que a liberação dos jogos de azar pode aumentar esse número, a partir do incremento e regularização da prática. Ele defende a implementação do modelo dos ‘racinos’ (racing + casinos), já utilizado nos EUA. “A legalização dos jogos pode ser uma oportunidade para soerguer a atividade turística. Se o Brasil tivesse que experimentar o jogo em algum lugar poderia fazer nos hipódromos. Acho um absurdo as apostas esportivas sem contrapartida para o Estado. O tema está em boas mãos com os deputados Bacelar e Felipe Carreras e vou estar ao lado deles defendendo os jockey clubs”, disse o deputado Otávio.

 

Os deputados integrantes do grupo de trabalho ainda não definiram uma data para entrega do texto atualizado do PL sobre liberação dos jogos. Espera-se que isso aconteça em novembro. Após isso, o texto é votado pelo plenário da Câmara. 

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