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Félix diz que votaria a favor se impeachment de Dilma fosse por 'incompetência de sanidade'
Foto: Priscila Melo/Bahia Notícias

O deputado federal pela Bahia e presidente do PDT, Félix Mendonça Jr., descartou qualquer possibilidade de se juntar ao coro dos arrependidos de ter defendido a permanência de Dilma Rousseff (PT) no governo em 2016, durante o processo de impeachment pelo qual foi destituída do cargo de presidente. Se as condições se repetissem, dado o motivo apontado - pedaladas fiscais -, repetiria o voto, pois a motivação não justifica o desfecho. “A questão era legalidade”, afirmou o parlamentar. 

 

Para Félix, no entanto, o posicionamento seria diferente se estivesse em jogo a “sanidade” da então presidente. Ele acredita ainda que o próprio PT deixou o impeachment acontecer, baseado na ideia de manter “protagonismo” nas narrativas políticas. À época, o PDT fechou questão sobre a postura contrária ao processo. 

 

“O impeachment foi pelas pedaladas fiscais, que não era motivo para impeachment. Se fosse por incompetência de sanidade eu até teria votado a favor. Por pedaladas fiscais, todos os governos teriam impeachment, inclusive o atual”, pontuou o deputado nesta quarta-feira (13). 

 

“Eu acho que o próprio PT preferiu a saída de Dilma. Primeiro porque não trabalhou. Para um presidente ter um impeachment é a coisa mais difícil do mundo. Por que eu considero que o próprio PT trabalhou para isso? Porque querem sempre estar no protagonismo. Ia tirar a Dilma para depois voltar ao poder. Assim como o Lula foi candidato, mesmo sem poder ser candidato, para na última hora poder colocar o Haddad, que foi o que elegeu Bolsonaro”, disparou. 

 

A fala do presidente estadual do PDT na Bahia vem a reboque de posicionamentos do pré-candidato a presidente da República pela legenda, Ciro Gomes. Em entrevista ao Estadão, Ciro compartilhou uma leitura pessoal sobre as circunstâncias que permitiram a efetivação do impeachment, segundo a qual o ex-presidente Lula teria participado de uma conspiração com a correligionária. 

 

"Eu atuei contra o impeachment e quem fez o golpe foi o Senado Federal. Quem presidiu o Senado? Renan Calheiros. Quem liderou o MDB nessa investida? O Eunício Oliveira. Com quem o Lula está hoje?", contextualizou. "Hoje eu estou seguro que o Lula conspirou pelo impeachment da Dilma, estou seguro", declarou Ciro ao Estadão (reveja).

 

O posicionamento de Ciro provocou reação da ex-presidente. No Twitter, Dilma afirmou: “Ciro Gomes está tentando de todas as formas reagir à sua baixa aprovação popular. Mais uma vez mente de maneira descarada, mergulhando no fundo do poço. O problema, para ele, é que usa este método há muito tempo e continua há quase uma década com apenas 1 dígito nas pesquisas” (reveja).

 

A resposta veio também via redes sociais. “Na vida nunca menti. Mas errei algumas vezes. Uma delas quando lutei contra o impeachment de uma das pessoas mais incompetentes, inapetentes e presunçosas que já passaram pela presidência. Claro, que estou falando de você, Dilma”, escreveu Ciro. 

 

“Para alívio de consciência, na época do impeachment eu não estava defendendo seu mandato em si mesmo, mas a integridade do cargo que você toscamente ocupava. Se hoje você prefere estar ao lado dos que a traíram, obrigado por me poupar da sua incômoda companhia”, acrescentou. 

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