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Ex-correligionário de Benito no PTB, Carlos Muniz dispara: 'Não teve compromisso'

Por Matheus Caldas

Ex-correligionário de Benito no PTB, Carlos Muniz dispara: 'Não teve compromisso'
Foto: Divulgação

Após a ida de Benito Gama para o Pros (leia mais aqui), o vereador em Salvador, Carlos Muniz (PTB), externou mágoa com seu ex-correligionário, e com quem viveu momentos de crise com a executiva nacional petebista, de onde ele está em processo de saída.

 

Questionado se seu destino poderia ser o Pros, Muniz afirmou que “de forma alguma iria para onde Benito foi”. “Não teve compromisso nenhum na campanha de 2020 comigo e com nenhum dos candidatos. Vou analisar isso [troca de partido] depois que o TRE viabilizar a minha saída do PTB”, atacou, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

De acordo com o parlamentar, Benito preteriu os demais candidatos da sigla em 2020 e escolheu como favorito o secretário-geral do partido, Darlan Dórea, que, com 2.984 votos, não conseguiu cadeira na Câmara Municipal.

 

Muniz e Benito ocuparam dois dos cargos mais importantes do PTB no estado. Enquanto o vereador era presidente municipal da legenda, o ex-deputado presidia a sigla na Bahia. Contudo, o jogo virou. Em 2020, após o PTB anunciar apoio a candidatura de Bruno Reis (DEM) à prefeitura, houve embate entre os níveis hierárquicos da sigla. Por conta disto, o presidente do partido, Roberto Jefferson, dissolveu o diretório estadual do partido  (leia mais aqui).

 

Muniz ainda não se desfiliou do partido porque, segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral, mandatos de vereadores e deputados pertencem ao partido, não ao político. Por conta disto, ele entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para conseguir a desfiliação do PTB sem perder a cadeira na Câmara. Isto, no entanto, segue em análise.

 

Caso a decisão da corte eleitoral não seja favorável a Muniz, ele só tem mais duas opções para se desvencilhar do atual partido: esperar a janela partidária do ano que vem ou ser expulso - o que, até agora, não aconteceu. 

 

Em maio, ele admitiu a possibilidade de se filiar a MDB ou PSL (leia mais aqui). No entanto, até o momento, não houve evolução.