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Presidente do PSOL rechaça disputa de deputados petistas por comando da legenda na Bahia
Foto: Divulgação/Facebook

“A gente recebe com estranheza e repúdio. O PSOL tem relação institucional com outros partidos e com os deputados. Não há essa relação de subjugação. O PSOL não virou apêndice de outro partido. É desrespeitoso”. A fala é do presidente do PSOL na Bahia, Fabio Nogueira, e vem na esteira de uma informação publicizada nesta segunda-feira (2). A ideia é de que, após um racha, os ex-aliados Valmir Assunção e Jacó, deputados federal e estadual pelo PT na Bahia, protagonizam uma queda de braço pelo comando do PSOL no estado. 

 

A situação teria ganhado corpo após as eleições de 2020, quando a filiação de ex-petistas ao PSOL foi incrementada com a chegada de personagens como Jhones Bastos e Marcos Rezende. Ambos disputaram as eleições municipais ano passado, em Salvador, pelo Partido dos Trabalhadores. 

 

No contexto das supostas disputas no PSOL, Jhones e Marcos concentrariam as influências de Jacó e Valmir, respectivamente. Até pouco tempo, os parlamentares compartilhavam apoio e se ajudavam mutuamente na manutenção da base política, sobretudo no Movimento Sem Terra (MST). Em 2018, Jacó foi uma das principais “dobradinhas” de Valmir. Com o racha, Jacó também realizou um movimento dentro das correntes internas do PT, saindo da “Esquerda Popular Socialista” (EPS), na qual Valmir permanece, e aderindo a “PT de Todas as Lutas”. 

 

Nos bastidores, a ideia é de que a “fome” do deputado Jacó pode alcançar também o comando do Partido dos Trabalhadores em Salvador. Jhones, que atua muito próximo ao núcleo de decisões do mandato do parlamentar, é companheiro de Cema, vice-presidente do PT na capital. Cema pode vir a assumir a presidência da sigla, tão logo seja cumprido um suposto acordo arregimentado quando da eleição do novo diretório municipal. De acordo com o combinado, a presidência seria assumida por ela após um período comandada por Ademário Costa. 

 

TRATATIVAS INTERNAS 

O PSOL tem realizado, nos últimos meses, uma série de votações e decisões internas em ambiente virtual. A ação tem substituído as tradicionais plenárias e congressos presenciais, suspensos em função da pandemia. De acordo com Nogueira, até o momento, em nenhum município foi identificada qualquer tipo de interferência ou pressão política com a finalidade de favorecer grupos específicos. 

 

Conforme apurado pelo BN, já é conseso na legenda a disputa pelo governo do Estado nas eleições do ano que vem, assim como pela cadeira do Senado, que se abre com o fim do mandato do senador Otto Alencar (PSD). Em 18 de julho, o mandato coletivo Pretas por Salvador, durante a plenária virtual de Ilhéus do 7° Congresso do PSOL indicou a ativista do movimento negro, Bernadete Souza, para disputar o comando do Executivo baiano. Nomes da legenda garantiram que s decisões serão tomadas no âmbito interno e de forma democrática (reveja). 

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