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Bate-boca, reunião secreta e reconvocação: Veja como foi a sessão da CPI nesta quarta

Por Gabriel Lopes

Bate-boca, reunião secreta e reconvocação: Veja como foi a sessão da CPI nesta quarta
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia desta quarta-feira (26) foi movimentada, com reunião secreta na abertura dos trabalhos, bate-boca entre senadores e reconvocação de depoentes.

 

Logo após o início da sessão, o senador e presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), convocou os parlamentares para uma reunião secreta que durou pouco mais de uma hora. 

 

Minutos depois, o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou um requerimento de convocação para que o presidente da República Jair Bolsonaro prestasse esclarecimentos na posição de testemunha (leia mais aqui).

 

"A cada depoimento e a cada documento recebido, torna-se mais cristalino que o Presidente da República teve participação direta ou indireta nos graves fatos questionados por esta CPI", diz trecho do requerimento de Randolfe.

 

Durante a reunião fechada, os senadores definiram que não haveria votação de pedidos de convocação de prefeitos e de Bolsonaro para a CPI (leia mais aqui).

 

"OPORTUNISTA PEQUENO"
O senador Eduardo Girão insistiu na pauta de convocação de prefeitos e irritou Omaz Aziz, que fez críticas ao colega de Senado. "Vossa Excelência é um oportunista. Um oportunista pequeno", disparou Omar Aziz contra Girão. "Calma não", bradou ele após senadores pedirem panos quentes (leia mais aqui).

 

O presidente não parou por aí e disse que Eduardo Girão "age sorrateiramente", "não respeita ninguém", e desafiou: "Me leve ao Conselho de Ética".

 

Girão, no entanto, disse que não aceitou os acordos discutidos durante a reunião fechada sem entrar em detalhes.

 

CONVOCAÇÃO DE GOVERNADORES
Pauta principal do encontro entre os parlamentares, a CPI aprovou a convocação de nove governadores para depoimentos nas próximas sessões (leia mais aqui).

 

São eles: Wilson Lima (PSC), do Amazonas; Helder Barbalho (MDB), do Pará; Ibaneis Rocha, do Distrito Federal; Mauro Carlessi, de Tocantins; Carlos Moisés (PSL), de Santa Catarina, Antônio Oliveira Garcia de Almeida, de Roraima; Waldez Góes, do Amapá; Marcos José Rocha, de Rondônia; e Wellington Dias (PT), do Piauí.

 

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, também foi convocado. Ele sofreu impeachment neste ano.

 

O empresário Carlos Wizard, o dono da White Martins, Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro e ex-assessor de Bolsonaro, também foram convocados. Além deles, o ex-ministro Eduardo Pazuello e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foram chamados para novos depoimentos.

 

Amanhã, será ouvido o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.