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TAM teria pago propina a antigo ex-vice-governador do DF, aponta revista
Foto: Reprodução / G1

A Operação Antonov, deflagrada em 3 de fevereiro, mostrou uma ausência na delação do operador financeiro do então PMDB Lúcio Funaro: o pagamento de propina pela TAM ao ex vice-governador do Distrito Federal e emedebista Tadeu Filippelli.

 

Durante a operação, que tinha como alvo a TAM e outros investigados, o MP do Distrito Federal constatou que a TAM e a Gol transferiram um total de R$ 3,4 milhões para a empresa de fachada Objetiva Consultoria e Participações, de acordo com a Revista Época.

 

Segundo apuração, a empresa transferiu o dinheiro para uma segunda empresa, que, na sequência, repassou o valor para um operador financeiro de Filippelli.

 

Em troca dos recursos, políticos do PMDB articulariam a votação de um projeto para reduzir o ICMS sobre querosene de aviação no Distrito Federal, o que beneficiaria as companhias.

 

Os repasses foram confirmados pelo empresário Henrique Constantino, acionista da Gol, na delação que fechou com o Ministério Público em 2019.

 

Constantino contou ter feito contatos frequentes com Lúcio Funaro entre 2012 e 2013, enquanto tramitava o projeto de lei sobre a redução do imposto, e disse que Funaro sabia do esquema.

 

Segundo ele, Funaro contou sobre uma conversa de seu sócio com um representante da Tam para que a companhia também pagasse propina.

 

"Lúcio Funaro me disse, numa destas ocasiões, que seu sócio Alexandre Margotto falou com Marco Antonio Bolonha, da TAM, para que aquela companhia também contribuísse com vantagens indevidas para a aprovação da lei", disse Constantino na delação.

 

O envolvimento da TAM, no entanto, não consta na delação fechada em 2017 por Funaro, preso na Operação Lava Jato. O operador do MDB chegou a mencionar seu papel como intermediário entre o sócio da Gol e Filippelli, mas não mencionou nada sobre a TAM.

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