Para 'Pretas por Salvador', questionamentos sobre mandato coletivo fortalecem o projeto
Por Jade Coelho
As co-vereadoras de Salvador Laina Crisostomo, Cleide Coutinho e Gleide Davis, veem pontos positivos nos questionamentos levantados em torno da candidatura e exercício de um mandato coletivo na Câmara Municipal de Salvador. Essa é a primeira vez que o Legislativo soteropolitano tem um mandato composto por mais de uma pessoa e a novidade levantou dúvidas em parte de outros vereadores da Casa.
Na sessão de 2 de janeiro, em que foi definida a presidência e os integrantes da Mesa Diretora da Câmara Municipal, os vereadores Alexandre Aleluia (DEM) e Claudio Tinoco (DEM) pediram esclarecimentos sobre o funcionamento de mandatos coletivos na Casa (leia mais aqui).
Os projetos de mandatos coletivos têm crescido em número nas eleições, vem ganhando espaço em algumas cidades do Brasil e se baseiam no entendimento de que a política é um espaço de coletividades e de representatividade (saiba mais aqui). Em Salvador o nome oficial no registro foi o da vereadora Laina Crisóstomo, mas ela representa mais duas mulheres sob o codinome “Pretas por Salvador” (Psol).
“Eu acho que a gente tá fazendo um debate muito bacana. A primeira sessão foi bem emblemática, várias polêmicas, vários questionamentos. Mas é bacana que isso trouxe para o debate pensar o que é a candidatura coletiva, mandato coletivo”, opinou Laina.
A co-vereadora entende que os questionamentos fazem com que as pessoas também tenham curiosidade em saber como funciona o mandato coletivo. “Acho que traz, óbvio, aqueles questionamentos agressivos e violentos, mas também traz a oportunidade de mostrar para as pessoas outras alternativas de ocupação de poder”, analisou.
Laina antecipou que as “Pretas por Salvador” estarão em duas comissões como titulares, a da Mulher e da Reparação, mas que o grupo pretende também propor a criação de comissões especiais.
