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Bruno Reis reafirma R$ 80 milhões para vacina e cita negociações por imunizantes

Por Jade Coelho / Nuno Krause

Bruno Reis reafirma R$ 80 milhões para vacina e cita negociações por imunizantes
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), reafirmou, nesta quarta-feira (20), que a cidade tem verba de R$ 80 milhões para adquirir vacinas contra a Covid-19. Atualmente, a capital tenta negociações com o imunizante produzido pela farmacêutica Johnson & Johnson e com o da Moderna. O gestor revelou, porém, que o primeiro já teve toda a cota para 2021 adquirida pelo governo federal, enquanto o segundo tem previsão de entrega para outubro.  

 

"Em outubro talvez não faça mais sentido. Espero que o governo federal consiga reunir as condições de fornecer as vacinas para gente concluir o mais breve possível esse processo de imunização. Mas eles [a Moderna] ficaram de ver se tinha condições de entregar tipo abril, maio, e aí se tivesse condições talvez valesse a pena a gente usar os recursos próprios da prefeitura para adquirir essas vacinas", revelou o prefeito, que acompanhou o segundo dia de imunização no Hospital Martagão Gesteira, com doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan (SP) em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. 

 

De acordo com o gestor, a cidade tem um investimento de R$ 400 milhões a mais na Saúde, sendo R$ 130 milhões garantidos pelo projeto Salvador Social. No entanto, ainda há, em aberto, R$ 270 milhões em recursos que a Prefeitura terá de adquirir. 

 

Vale lembrar que a Bahia pretende conseguir, no Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação da vinda de doses da vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não acatou o pedido para a análise de autorização para uso emergencial do produto. Nesta terça-feira (19), durante o início da vacinação em Salvador, Bruno Reis pediu ao governador do estado, Rui Costa, para enviar uma cota maior de doses do imunizante a Salvador, caso ele consiga vencer no STF (lembre aqui). 

 

Bruno Reis destacou também que conseguir doses de vacinas costuma ser mais fácil para o governo federal, "porque tem um poder de compra maior", e porque "de certa forma os laboratórios respeitam uma lógica que existe na política nacional estabelecida pelo SUS, que a competência é do governo federal para fornecer a vacina. Então eles preferem vender para o governo federal, até porque comercializam outros produtos". 

 

Ainda assim, ressaltou que vai comprar qualquer vacina que for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tiver eficácia e segurança comprovadas. "A vacina se tornou o bem de consumo mais desejado do mundo. É uma guerra, uma disputa entre países. Vocês viram a queda de braço entre Brasil e Índia para o fornecimento de duas milhões de doses, que é uma quantidade muito pouca, e não está conseguindo resolver o impasse. Então imagine a dificuldade de Salvador, uma Prefeitura, para adquirir a vacina", afirmou.