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Autorização para Fiocruz importar vacina é passo importante para Brasil, diz especialista
Foto: Matheus Caldas/Bahia Notícias

A autorização da Anvisa para a importação excepcional de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi um importante passo para o Brasil. Essa é a visão do imunologista Gustavo Cabral. O especialista foi o entrevistado desta segunda-feira (4) no Bahia Notícias no Ar, na Salvador FM 92,3. 

 

O imunizante ainda não foi submetido à autorização para uso emergencial no Brasil. No Reino Unido, as primeiras doses começaram a ser aplicadas na população nesta segunda. 

 

Cabral explica que a Fiocruz solicitou a importação, e a aprovação é considerada excepcional.

 

A vacina de Oxford/ Astrazenca é uma das grandes apostas do governo federal brasileiro, que já encomendou milhões de doses. Os testes da fase 3, em que a vacina é aplicada em milhares de pessoas para analisar seus efeitos, foram realizados no Brasil. Entre os estados em que os testes clínicos foram realizados está a Bahia. 

 

Apesar do Brasil ainda não ter autorizado nenhuma vacina, Cabral explica que é importante manter em estoque as doses para que o processo de imunização seja iniciado o quanto antes, assim que a autorização acontecer. 

 

"Essas doses serão estocadas sob responsabilidade da Fiocruz. Quando tiver aprovação pode ser aplicada. Isso é bom porque precisa ter um número de doses disponíveis, o máximo possível, para quando a plano começar", disse Cabral, que é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), mestre em imunologia na Universidade Federal da Bahia (Ufba), doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Oxford, na Inglaterra, e em Berna, na Suíça, onde estudou imunologia aplicada à vacina.

 

Cabral atualmente é pesquisador da Fapesp, onde vem estudando sobre vacinas contra Covid-19 e outras doenças. Durante a entrevista no Bahia Notícias no Ar ele ainda avaliou o plano de vacinação do Brasil, que considera um dos melhores do mundo. Para o especialista, ele funcionaria bem, com algumas adaptações, para a Covid-19.

 

"Basta um copiar e colar e adaptar pra Covid que seria muito bom", brincou. 

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