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Sedur diz ter cumprido prazo de estudo alternativo para usuários do trem do Subúrbio

Por Mari Leal

Sedur diz ter cumprido prazo de estudo alternativo para usuários do trem do Subúrbio
Foto: Divulgação/Sedur-BA

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur) responsável estatal pela obra de implantação do VLT/Monotrilho do Subúrbio Ferroviário de Salvador,  afirmou nesta quarta-feira (12) que “o Estado da Bahia/CTB/SKY Raill atenderam plenamente às determinações da desembargadora Telma Laura Silva Britto, relatora de uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo grupo Gambá em favor de um estudo para mitigar os danos aos usuários dos atuais trens, com a mudança do modal. O posicionamento da secretaria contraria informação publicada nesta terça-feira (11), a qual retrata que o prazo de envio do estudo finalizou no último 6 de agosto (reveja aqui).


“A SEDUR esclarece que a decisão da desembargadora Telma Brito, nos autos do agravo de instrumento 801.5060.-16.2020.8.05.0000, determinou que o Estado da Bahia e outros, comprovassem a adoção das medidas necessárias para a realização de estudos técnicos sociais para apurar os riscos de danos à mobilidade da população local durante o período de obra, da implantação VLT/Monotrilho do subúrbio, com foco nos efeitos da desativação do sistema atual de transporte. Mais adiante, a decisão determina que devem ser elencadas as medidas objetivas mitigadoras com o respectivo cronograma de implantação. No prazo consignado na sentença , a Procuradoria Geral do Estado - PGE, no dia 16/07/2020, em cumprimento à determinação judicial, juntou aos autos do processo, o Plano Operacional de Transporte alternativo ao trem do subúrbio durante as obras, o qual demonstra estudos, dentre outros, medidas mitigadoras do impacto da suspenção do funcionamento do trem do subúrbio, oferta de transporte de alternativo durante a realização das obras, detalhamento do serviço de transporte alternativo e plano de comunicação ao público. Na oportunidade foi juntado também, contrato firmado entre a Sky Rail (concessionaria do VLT/monotrilho) e a empresa Somar Marketing e comunicação LTDA, que comprova a contratação de empresa para a realização de estudos complementares, a saber, pesquisa de origem e destino e perfil dos usuários do trem do subúrbio. Portanto, o Estado da Bahia/CTB/SKY RAIL, atenderam plenamente às determinações da Desembargadora relatora”, diz a secretaria. 


Diferente do constatado por um levantamento realizado MP-BA em parceria com a Rede Cidade Popular, Tec&Mob e Bákó (UFBA), o Estado concluiu que “estudos preliminares apontam que a maioria dos usuários do trem do subúrbio são passageiros sazonais”. 


A pesquisa que baseia a ação civil estima que cerca de 40% dos passageiros estão abaixo da linha da pobreza e 70% são beneficiários dos programas sociais do governo federal. Assim como 91% dos atuais usuários não teriam condições de bancar diariamente trajetos com valor da tarifa praticada no transporte público da capital (reveja aqui). 


A tarifa nos trens custa R$ 0,50 e o levantamento revela que grande parte da população daquela região utiliza o modal para circular no perímetro de extensão do trem, sem a necessidade de utilização dos ônibus urbanos. 


De acordo com a Sedur, “o futuro sistema subsidiará o transporte de 170 mil viagens diariamente, que com a integração plena (ônibus, metrô e VLT), que custará para o Estado da Bahia (poder concedente) 7,10, pagando os usuários 4,20”. 


Acrescenta ainda que “o VLT/Monotrilho atenderá uma população de mais de 500 mil usuários de transporte coletivo, abrangendo os municípios de Simões filho e Salvador (região do Subúrbio Ferroviário, Península Itapagipana, Liberdade, Baixa de Quintas, dentre outros bairros). Estes usuários pagam atualmente 4,20 do transporte coletivo e terão oportunidade com a mesma tarifa poderem fazer a integração de ônibus, VLT e metrô, num percurso que atualmente é realizado em ate 2h passando para 40 min de viagem, num modal com qualidade, conforto e segurança. 44% dos atuais usuários, significam um universo de 2.400 pessoas”.


Em mensagem encaminhada pelo Bahia Notícias ao órgão também foi questionada atualização de informações sobre a definição da política de remoção e realocação das famílias do entorno, cujas moradias estão no traçado do novo modal. A secretaria não disponibilizou novas informações sobre questionamento. 


Em matéria publicada pelo BN no mês de março denunciado, até aquele momento, a inexistência de um plano de reassentamento ou indenizações compensatórias às 364 famílias que passarão por um processo de desapropriação de seus imóveis por conta da implantação do VLT/Monotrilho.