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Terça, 07 de Julho de 2020 - 13:41

ACM Neto justifica reabertura de templos na fase 01: 'Não dá para comparar igreja e cinema'

por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

ACM Neto justifica reabertura de templos na fase 01: 'Não dá para comparar igreja e cinema'
Imagem: PrintScreen / Zoom

A liberação para o funcionamento de templos religiosos na primeira fase do plano de retomada das atividades em Salvador gerou questionamentos ao prefeito ACM Neto (DEM). Durante a coletiva de imprensa virtual, apresentada junto com o governador Rui Costa (PT), o gestor da capital baiana pontuou que as fases da reabertura atendem a critérios técnicos, baseados nos indicadores epidemiológicos.

 

Além de templos e igrejas, a primeira fase contempla shoppings, comércios de rua com mais de 200 m² e drive-ins. Eles poderão funcionar quando a ocupação dos leitos de UTI se estabilizar até 75% pelo período mínimo de cinco dias (saiba mais aqui).

 

"Não dá para comparar o risco de transmissão em uma igreja e num cinema", ressalta Neto ao explicar por que esses estabelecimentos estão em fases diferentes. Cinemas só poderão funcionar na fase 03 do plano, quando a ocupação se estabilizar abaixo de 60%. "Os templos religiosos são ambientes muito mais arejados. Muitos deles, inclusive, podem funcionar com janelas abertas e grande circulação de ar. Tem a presença do líder religioso, que vai coordenar, liderar. Eles terão que ser garantidores do cumprimento dos protocolos, sob pena de fechar a igreja. Boa parte dos templos em Salvador são pequenos, nos bairros, e já estavam funcionando sob a regra atual, de funcionar com a presença de até 50 pessoas", acrescenta o prefeito.

 

Da mesma forma, ele pontua a diferença entre os shoppings e o setor de bares e restaurantes ao defender que a segunda categoria representa mais risco de contaminação, uma vez que os shopping serão obrigados a atender a regra de distância de 9m² por pessoa.

 

PRAIAS

Neste sentido, o acesso às praias também está longe de ser liberado, uma vez que elas não foram incluídas no protocolo divulgado hoje. "Elas oferecem risco de aglomeração muito grande, assim como de contato físico. Seria interessante liberar as praias para prática de atividades físicas. Mas, quando a gente disser que vai liberar para essas atividades, é bem provável que vejamos pessoas indo à praia para tomar banho, para visitar", defende o prefeito. Ao longo desses quase quatro meses sob medidas de restrição, diversos flagras de aglomerações na orla da cidade foram registrados.

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