Jornalista Gilberto Dimenstein morre aos 63 anos, vítima de câncer
Foto: Reprodução / Twitter @GDimenstein

O jornalista, colunista e escritor Gilberto Dimenstein faleceu na manhã desta sexta-feira (29), em São Paulo. Com 63 anos, ele lutava contra um câncer no pâncreas, descoberto no início do ano passado.

 

A informação foi confirmada por amigos e familiares do profissional, segundo o jornal Estado de Minas. Em março deste ano, em entrevista ao UOL, ele contou que testava um tratamento com canabidiol, mas seu caso era grave.

 

Formado na Faculdade Cásper Líbero, Dimenstein foi diretor da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo, colunista do jornal, correspondente em Nova York, além de ter atuado no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, Visão e Veja. Uma de suas criações foi o portal Catraca Livre. Ele também era tido como referência em educação, com diversos projetos na área.

 

Ao longo da carreira, o jornalista foi reconhecido com o Esso, na categoria principal; com Prêmio Jabuti, em 1993, pelo "melhor livro de não-ficção" (Cidadão de Papel); Prêmio Nacional de Direitos Humanos junto com Paulo de Evaristo Arns; Prêmio Criança e Paz, do Unicef; Menção Honrosa do Prêmio Maria Moors Cabot, da Faculdade de Jornalismo de Columbia, em Nova York, e outras honrarias.

 

Na literatura, foram 13 livros já publicados e Dimenstein afirmou ao UOL que estava escrevendo o 14º junto com sua esposa, a também jornalista e fundadora da ONG Cipó, em Salvador, Anna Penido. "Os Melhores Dias da Minha Vida - Lições do Câncer" era o título previsto para a obra, que Dimenstein admitia talvez não ver concluída. "Eu nem sei se vou vê-lo pronto. A verdade é que eu estou entregue aos afetos", declarou ao portal em março deste ano. (Atualizada às 11h12)

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