Liderança de Rosemberg é alvo de críticas em meio a votação de projeto polêmico
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

A sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) do último sábado (9) falhou em votar o projeto do governo que põe fim ao abono permanência (veja aqui) e, na avaliação de deputados ouvidos reservadamente, expôs desnecessariamente o governador Rui Costa (PT) a questionamentos da própria base sobre o projeto. 

 

O desgaste foi posto na conta do líder do governo na casa, deputado Rosemberg Pinto (PT). Para parlamentares ouvidos, Rosemberg errou ao permitir que o projeto chegasse a votação sem promover um amplo debate e errou novamente em pedir o adiamento da votação para esta segunda (11), no meio da sessão, sem consultar a base. A liderança convocou uma reunião de emergência nesta manhã para debater o texto antes da votação (leia aqui).

 

As críticas Rosemberg foram assunto nos grupos de whatsapp da Assembleia neste fim de semana. Uma das críticas mais ferrenhas veio do deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB). O parlamentar teria reclamado do desgaste causado para bancada e ao governo, na condução sem debate de Rosemberg. O debate do projeto foi feito de forma pública durante a sessão. Colocaram ressalvas no projeto do governador os deputados Marquinho Viana (PSB), Olívia Santana (PCdoB), Fabíola Mansur (PSB), entre outros. Poucos defenderam o governo, como o deputdo Alan Castro (PSD). 

 

O PROJETO 
O texto que protagoniza a crise elimina imediatamente a concessão do abono pago para o servidor que opta por continuar no serviço público após cumprir o tempo necessário para se aposentar. Alas da bancada de governo defendem a tese que o texto pode causar uma onda de aponsetadorias em massa no estado.


Por estar há mais de 45 dias com pedido de urgência feito pelo governador, a proposta travou a pauta de votações da Assembleia. 

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