Edington nega acusações de conservadorismo após trio LGBT+ ficar fora do Furdunço
Por Bruno Leite / Ian Meneses
O presidente da Saltur, Isaac Edington, negou as acusações de conservadorismo direcionadas a comissão responsável pelas escolhas das atrações do Fuzuê e Furdunço. A polêmica surgiu após o trio LGBT+, do projeto Shantay, ter ficado de fora da festa de pré-Carnaval deste domingo (16) (relembre aqui).
Em entrevista ao BN, no circuito Orlando Tapajós, neste sábado (15), Edington esclareceu que no pré-Carnaval de Salvador vão estar presentes variadas entidades e usou o Fuzuê como exemplo: “Na verdade, tem várias organizações. Isso é uma coisa que ninguém pode acusar é a escolha das atrações e a diversidade. Dificilmente vai ter um grupo tão diverso como o que vai se apresentar aqui hoje”.
Ele também aproveitou para justificar a situação por meio de questões técnicas, envolvendo a capacidade do espaço para a proposta do evento. Além disso, defendeu a prefeitura, descartando qualquer tipo de preconceito da gestão ligado às minorias.
“A questão é que temos um circuito que vai caber um número X de atrações. Tem 100 atrações a mais que a quantidade, alguém vai ficar de fora e quem ficar de fora tem todo direito de reclamar. Não há discriminação. Se tem uma coisa que não há discriminação é essa administração da prefeitura de Salvador, principalmente quando se trata de Carnaval e manifestações culturais”, completou.
