Gestão financeira de Coronel pode ser usada contra Menezes para reeleger Leal na AL-BA
Imagem mostra reunião da base para discutir AL-BA em 2018 | Foto: Divulgação

O núcleo de deputados estaduais mais próximo ao gabinete do presidente Nelson Leal (PP) se empolgou nos últimos dias com a remota possibilidade de recondução do progressista ao cargo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A candidatura teria sido negada pelo presidente ao líder da minoria, Targino Machado (DEM) (saiba mais aqui) e já começa a esfriar nos corredores da casa. Líder do governo, Rosemberg Pinto (PT) também recebeu com estranheza os rumores de uma articulação para lançar Nelson Leal (PP) a mais um mandato como presidente (veja aqui).

 

As intenções de aliados que ventilam o nome de Leal esbarram em dois problemas: o governador Rui Costa (PT) já costurou e anunciou um acordo que definiu Adolfo Menezes (PSD) como próximo presidente da Casa (lembre aqui) e a recondução está atualmente proibida no Legislativo baiano. Para driblar o fim do dispositivo regimental da reeleição, um dos primeiros atos de Angelo Coronel (PSD) como ocupante da cadeira na AL-BA, os entusiastas da reeleição de Leal estudam atacar o ex-presidente. 

 

O discurso de que Coronel comprometeu o orçamento da Casa com o pagamento de benefícios a servidores e licitações, a exemplo do aluguel de tablets pouco usados no plenário (lembre aqui), pode servir de munição para atacar a candidatura de Menezes, correligionário do senador, e ajudar a vender Leal como alguém que faz uma gestão de equilibrio econômico e que merece outro mandato para cuidar da AL-BA. 

 

A reeleição só será possível se o plenário, soberano nessas decisões, formar maioria simples para o retorno do dispositivo regimental de recondução. Para isso, os apoiadores de uma suposta candidatura de Leal precisam de, no mínimo, 31 votos a favor da proposta. 

 

Como o acordo que definiu a ida de Menezes para a presidência da Casa em 2021 é chancelado pelo governador Rui Costa, a expectativa é de que o PT não apoie o projeto. Por ser do mesmo partido de Menezes, o PSD também deve refutar votação que permita a reeleição de Leal. É esperado ainda que o PCdoB componha a bancada dos “contra”, que a essa altura somaria um total de 24 deputados. 

 

Dos 39 parlamentares restantes, aliados de Leal esperam o apoio de 21 governistas de outros partidos da base de Rui e desertores do PT e PSD. A oposição, que tem as 18 cadeiras restantes, apenas aguarda o circo pegar fogo, na avaliação de um deputado ao Bahia Notícias. 

 

Oficialmente Nelson Leal nunca sinalizou uma candidatura à reeleição. Todos os parlamentares ouvidos pela reportagem indicaram que o atual presidente se mantém distante de qualquer discussão dessa natureza.

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