Moisés diz que estatuto com emenda proposta por cristãos descredibiliza texto
Por Lucas Arraz / Jade Coelho
Presidente da Comissão de Reparação, autora do projeto do Estatuto da Igualdade Racial, o vereador Moisés Rocha defendeu a aprovação do texto sem a emenda proposta pela banca do templo, formada por vereadores que defendem as religiões cristãs, e que altera o artigo 61 do texto (leia aqui).
Na avaliação de Moisés, Salvador se destaca pelo número expressivo de negros, precisa do Estatuto e a não aprovação do texto fará com que a cidade seja alvo de julgamentos negativos. “Essa cidade precisa exercer maioria, se não vão continuar subjugando a gente”, disse.
Sobre a emenda proposta pela bancada do templo, o vereador criticou e explicou o motivo: “não dá para de última hora você aparecer, não com uma emenda específica para um artigo, com uma emenda que altera totalmente todos os artigos da parte de intolerância”, bradou Moisés.
“Já tínhamos deixado claro para a vereadora Lorena Brandão, que é quem mais insistia nisso [questão da intolerância religiosa], que isso é inegociável, porque se fosse pra ser assim nós ficaríamos com Estatuto da Igualdade Racial Estadual”, disse.
