Neto lamenta situação que levou Jean à renúncia, mas diz que não deixaria país
Por Rodrigo Daniel Silva / Ailma Teixeira
Indagado a comentar a decisão do baiano Jean Wyllys (PSOL-RJ), que anunciou que vai renunciar do seu terceiro mandato como deputado federal por conta das ameaças que vem sofrendo, o prefeito ACM Neto (DEM) ressaltou que essa é uma decisão "estritamente pessoal". Ainda assim, ele disse que lamenta a situação do parlamentar.
"Lamento porque, mesmo discordando do deputado e tendo diferenças ideológicas inequívocas, ele é uma pessoa séria. Então, lamento que ele tenha sido levado a tomar essa decisão", respondeu o prefeito.
Por outro lado, o democrata ressalta que jamais faria o mesmo, caso também fosse alvo de ameaças. "Eu não sairia nunca. Eu não trocaria morar no Brasil por nenhum outro lugar. Vocês sabem que no passado eu já fui vítima de uma ação violenta, uma facada que eu tomei há 13 anos quase, 12 anos atrás e isso não me fez mudar em nada", ressaltou, acrescentando que em nenhum momento deixou de "estar na rua ao lado do povo".
O episódio a que Neto se refere aconteceu em dezembro de 2006, quando ainda era deputado federal. Ele foi atingido com uma facada nas costas por uma mulher que se aproximou quando ele saía de seu escritório no bairro da Pituba, em Salvador. Na época, o ferimento do deputado foi considerado superficial e a mulher foi presa em flagrante por tentativa de homicídio.
No caso de Jean Wyllys, o deputado denuncia as ameaças de morte que sofre há anos e ninguém foi responsabilizado pelo crime. De acordo com ele, isso se intensificou depois que a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), sua amiga, foi executada no Rio de Janeiro (saiba mais aqui).
