Alunos do Antônio Vieira trocam mensagens que incitam violência e ameaçam professores
Foto: Reprodução / Google Street View

Professores do Colégio Antônio Vieira, em Salvador, esperam atitude da entidade após vir à tona troca de mensagens de alunos com conteúdo que ofendia membros do corpo docente da escola e incitavam a violência. As mensagens eram trocadas em um grupo de Whatsapp.

 

Uma fonte da unidade de ensino afirmou que as conversas chegaram ao conhecimento de alguns professores há cerca de uma semana e que inicialmente o grupo, chamado de "Direita CAV", teria como intenção discutir questões políticas. No entanto, o teor das conversas mudou.

 

Em fotos da tela, que mostram algumas das conversas no aplicativo, é possível ver mensagens como "Coloca para trabalhar em uma mina de carvão até morrer”, “Tortura essas puta dando umas 5 facadas logo” [sic], e "Que tal mandar os bandidos pras reservas indígenas? Aí eles se matam e matam os índios também”. Ainda é possível ver uma ameaça a uma professora em que um dos alunos diz: "Eu tenho vontade de dar uma paulada na cabeça dela". Os estudantes que faziam parte do grupo têm entre 15 e 17 anos e cursam a 1ª e 2ª série do Ensino Médio. 

 

Os professores do Colégio Antônio Vieira tomaram conhecimento das conversas depois que uma aluna, que faz parte do grupo, teria se incomodado com as afirmações dos colegas e decidiu revelar. Posteriormente foi constatado ainda que um professor também fazia parte do grupo e enviava mensagens e vídeos com conteúdo pornográfico.

 

A direção da escola foi comunicada da situação pelos professores ofendidos desde que tomaram conhecimento do fato. Os educadores cobram que a unidade puna os alunos e o professor. Uma nota de esclarecimento foi publicada na página oficial da instituição no Facebook:

"O Colégio Antônio Vieira externa o seu repúdio às mensagens ofensivas postadas no grupo de WhatsApp por alguns alunos, que chegaram ao conhecimento da Direção nesta semana. Esses conteúdos são contrários aos princípios cristãos, que norteiam a nossa prática educativa. Estamos apurando o ocorrido com alunos, familiares e educadores a fim de elucidar a questão, visando tomar todas as providências cabíveis diante dessa situação lamentável. Ratificamos que os discursos desse grupo não representam os princípios da nossa comunidade educativa. Reafirmamos o nosso empenho em prol da formação de cidadãos comprometidos com valores éticos e com a transformação da nossa sociedade". 

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