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Sem Ribeiro como opção, oposição na AL-BA tem dificuldade para encontrar novo líder
Foto: Reprodução / AL-BA

Considerada uma das piores derrotas da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições deste ano, o insucesso nas urnas de Luciano Ribeiro (DEM), líder do bloco, abriu um horizonte de incertezas dentro da bancada. Até agora, não existem novos pretendentes para a vaga. 

 

Nenhum dos caciques da minoria citados como possíveis sucessores manifestou interesse em ocupar a cadeira do ex-prefeito de Caculé e assumir a chefia do projeto de oposição ao governador Rui Costa (PT) na Casa Legislativa. O movimento é o contrário: cada vez mais deputados estaduais experientes indicados rechaçam a liderança da minoria. 

 

Citado pelo próprio Luciano Ribeiro como um bom substituto após o fim do seu mandato, o deputado estadual reeleito e ex-líder da minoria, Sandro Régis (DEM), afastou a ideia. “Temos outros nomes na bancada para isso. Deputados estaduais experientes como Pedro Tavares (DEM) que não tiveram essa oportunidade. Nesse momento de renovação em que entraram tantos nomes novos na AL-BA, prefiro que escolham alguém novo”, falou. 

 

Segundo um deputado estadual ouvido pelo Bahia Notícias, a falta de um horizonte para o grupo gera o atual desinteresse pela cadeira e a insatisfação de parlamentares, sobretudo tucanos. “Vamos fazer oposição a quê? Ser líder para quê? Qual o projeto que a oposição tem hoje para a Bahia nos próximos quatro anos? Se votarem em mim para líder da bancada, eu recuso”, comentou o deputado da minoria que preferiu não se identificar. 

 

A reclamação é que a oposição ficou sem “norte” após o domingo de eleição (7). O motivo foi dado como razão pela qual o tucano Carlos Geilson (PSDB), que há 20 anos faz parte da base de Zé Ronaldo em Feira de Santana, escolheu migrar para o lado de Rui Costa (PT) (veja aqui). 

 

Outro citado como um provável líder para a minoria na AL-BA no próximo ano, o deputado Targino Machado (DEM) também passou a bola e destacou que já lidera o bloco ao seu modo. “Líder da oposição eu já sou. Quem me acompanha vê isso nas minhas falas e posicionamentos. Não existe insatisfação com o prefeito ACM Neto e com os condutores, mas também essa liderança não está nos meus planos”, destacou. 

 

No geral, o discurso dos deputados cotados para a vaga converge para dois argumentos: o novo líder deverá ser alguém que está chegando na Casa e ainda é muito cedo para discutir o assunto.  A oposição elegeu 16 parlamentares nas eleições estaduais deste ano, mas ainda deve perder mais cadeiras para a base do governador Rui Costa (PT). Os deputados Tum (PSC) e Júnior Muniz (PHS) oficializaram a mudança de posicionamento (veja aqui e aqui).

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