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Candidato do PCO ao governo coloca a falta de politização como o maior problema do estado

Por João Brandão / Guilherme Ferreira

Candidato do PCO ao governo coloca a falta de politização como o maior problema do estado
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia pelo PCO, Orlando Andrade, avalia que o maior problema do estado é a não politização da população. Ele indicou que, caso saia vencedor nas urnas, vai buscar atrair as pessoas para a discussão política, e culpou a "eleição burguesa" pela sua pouca visibilidade diante do eleitorado.

 

"Vivenciamos um cerceamento do direito democrático no Brasil e esse cerceamento é exatamente para afastar a população das decisões e das discussões que devem ser feitas, tanto no Brasil como na Bahia", comentou Andrade em entrevista ao Bahia Notícias. Ele ressaltou que dentro do próprio PCO as decisões são tomadas em conjunto e com a participação dos militantes.

 

Natural de Feira de Santana, onde foi candidato a vice-prefeito em 2016, Andrade também comentou o fato de, em Salvador, ter aparecido com mais intenções de voto que Zé Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana. "É uma demonstração também que a população entende a necessidade de fazer mudança", avaliou.

 

Ao Bahia Notícias, o candidato do PCO ao governo também criticou o formato atual da eleição ao falar sobre a propaganda eleitoral na televisão."A caracterização da eleição burguesa é que o Partido da Causa Operária só tem sete segundos. Em sete segundos não dá nem pra falar o nome praticamente", reclamou.

 

Por outro lado, Andrade disse que os problemas financeiros também têm seu lado positivo no PCO. "As nossas dificuldades são financeiras, e isso até nos favorece na verdade. Atrapalha, mas nos favorece. Por ser um partido operário, que não tem vínculos e vícios com empresas e empresários que controlam os partidos burgueses, nosso partido é controlado pelos próprios trabalhadores, pelos próprios militantes", disse. Clique aqui e confira a entrevista completa.