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Marta fala em 'desconforto' entre aliados de ACM Neto para votar projeto sobre servidores

Por Guilherme Ferreira

Marta fala em 'desconforto' entre aliados de ACM Neto para votar projeto sobre servidores
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

A votação marcada para a próxima segunda-feira (18) na Câmara de Vereadores pode ser marcada pelos aliados do prefeito ACM Neto que devem votar contra a proposta encaminhada pela prefeitura, que altera a regulamentação do trabalho dos servidores municipais. Na avaliação da líder da bancada de oposição na Casa, Marta Rodrigues (PT), a tramitação da matéria deixou evidente o desconforto dos vereadores da base do prefeito, que se opõem especificamente a um artigo da proposta relacionado aos servidores da área de saúde (veja mais). “É uma situação tão esdrúxula que a gente não costuma ver isso”, declarou Marta ao Bahia Notícias ao ser questionada sobre a resistência colocada por aliados da gestão municipal em votar a matéria. “Claro que causaria dentro da base um desconforto muito grande. Tomara que eles continuem firmes”, disse a vereadora. O líder da bancada da situação, Henrique Carballal, já avaliou que a resistência encontrada dentro do bloco é "natural" em projetos que tratam dos servidores. A bancada de oposição, os vereadores da base descontentes com o projeto e os próprios servidores, em especial, vem conversando com representantes da prefeitura para alterar o texto. Contudo, as conversas ainda não surtiram resultado. "Não houve avanço ainda", constatou Bruno Carianha, coordenador-geral do Sindseps, sindicato que representa a maior parcela dos servidores municipais. "Amanhã a gente vai ver se tem uma proposta diferente da prefeitura", afirmou. Em protesto pelo projeto e pela falta de reajuste salarial, a categoria decretou nesta quarta-feira (13) uma paralisação de 72 horas. Uma nova paralisação pelo mesmo período pode ser definida em assembleia marcada para acontecer em frente à Câmara na segunda. Segundo Marta, a bancada de oposição também vai tentar reverter a situação até a votação. "Vamos estar cobrando uma posição até segunda. Se chamarem a gente estamos aqui para fazer o diálogo", comentou.