Coronel diz que ação de vereador contra disciplina do golpe 'apequena' as ciências
Foto: Divulgação/ AL-BA

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel, afirmou que as tentativas de barrar a oferta da disciplina “Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” pelas universidades Federal da Bahia (Ufba) e do Recôncavo da Bahia (UFRB) são uma forma de “apequenar o estudo das ciências social e política no Brasil”. O vereador de Salvador, Alexandre Aleluia (DEM), ingressou com uma ação popular na Justiça Federal para impedir que a matéria seja oferecida aos alunos da Ufba (leia aqui). Contra a atitude, Coronel apresentou na tarde desta segunda-feira (12) à Secretaria-Geral da Mesa uma moção de solidariedade às duas universidades. Para o parlamentar, a universidade é o espaço mais adequado para se fazer o debate de ideias numa sociedade democrática. “Com o amparo jurídico da CF/88 (Constituição Federal de 1988) e da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), vejo como absolutamente legal a iniciativa da UnB, seguida pelas duas instituições baianas e outras do país, sem razão para tanta celeuma”, comentou. O presidente da Casa ainda criticou a argumentação de Aleluia, para quem a criação da disciplina significa uma partidarização das universidades. “Penso que tentar inviabilizar o estudo dos acontecimentos políticos à luz dos saberes das universidades é como se criar uma mancha cinza em nossa historiografia mais recente. Da mesma forma que acusar a disciplina de partidarização das universidades é apequenar o estudo das ciências social e política no Brasil”, enfatizou Coronel.

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