Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Terça, 05 de Setembro de 2017 - 07:30

Empurrando com a barriga: Rui volta da China com expectativa de mudanças no secretariado

por Fernando Duarte

Empurrando com a barriga: Rui volta da China com expectativa de mudanças no secretariado
Foto: Carlos Prates/ GOVBA

O anúncio das mudanças no primeiro escalão estadual estava previsto para o final de agosto, entretanto, o governador Rui Costa embarcou para a China sem falar sobre o assunto em público. A adequação é tratada como pontual pela equipe do petista, porém passa por rearrumar os espaços de partidos que podem ficar de fora da chapa majoritária de 2018. Rui, como se propaga nos bastidores e também na imprensa, não é dos governadores mais afeitos à política em sua essência. Gestor, o petista é bem avaliado no papel, porém deixa a desejar quando o assunto é o tradicional “afago” no ego de aliados. Tanto que a relação dele com parlamentares é tratada como uma montanha-russa. Em alguns momentos, sobram elogios para o perfil administrativo, que coloca a máquina estatal para rodar. Em outros, não faltam pudores para criticar o modelo centralizador adotado por Rui e que deixa os secretários de mãos atadas para atender as demandas apresentadas por deputados e aliados. Antes de ir à China, o governador teria encontros setorizados com representantes de partidos que compõem a base. Segundo a articulação política, não houve tempo hábil para que as reuniões acontecessem e o foco na reta final para a missão chinesa eram os acordos em potencial para viabilizar obras como a Ferrovia Oeste-Leste, a ponte Salvador-Itaparica e o Porto Sul. Em outras palavras, Rui postergou discussões políticas para dar vazão a demandas administrativas. Porém, dessa vez, dificilmente ouvirá críticas pela opção. Foi por uma causa justa. Ainda assim, o retorno do governador deve retomar as discussões sobre essas mudanças pontuais no secretariado. As alterações, contudo, devem ser mais simbólicas do que efetivas, pois as eventuais desincompatibilizações de candidatos vão criar muito mais impacto na máquina administrativa do que os rearranjos políticos feitos para evitar cisões graves na base aliada. Este trecho integra o comentário desta terça-feira (5) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.



Histórico de Conteúdo