Isidório diz não saber de conversa para apoiar Nilo; Luiz Augusto rebate: ‘AL-BA não é dele’
Por Rebeca Menezes
Foto: Bahia Notícias
Dois dos concorrentes de Marcelo Nilo (PSL) na busca pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) rebateram informações dadas pelo chefe da Casa nesta segunda-feira (19) (entenda aqui). Procurado pelo Bahia Notícias, o Pastor Sargento Isidório (PDT) disse que não soube de conversas com seu partido e admitiu que Nilo apenas está usufruindo de um direito concedido pela lei. “Comigo não foi falado nada. Até aqui, a nossa candidatura está mantida. Pra mim é novo. Não sei se teve alguma conversa dele com o PDT, depende muito também do deputado Roberto Carlos. [...] Tá legal, é um direito. Quem é que podendo ficar no poder não vai querer ficar no poder? A Constituição permite”, avaliou. Para Isidório, Nilo também é beneficiado pelo fato de já estar no poder e ter feito um bom trabalho no cargo. “Ele é favorito, tem estabilidade na Casa. O governador não conta com outro deputado que acelere mais as coisas do que Marcelo. Agora os deputados tinham que fechar um acordo para acabar com a reeleição. Enquanto isso não acontece, ele é beneficiado pela própria legislação”, sugeriu. Já Luiz Augusto (PP) negou que houvesse um acordo entre sua sigla e o PSD para “derrubá-lo”. “Não queremos derrubar ninguém não. Só queremos ganhar a eleição da presidência. A assembleia não é dele. A gente disse que ele podia indicar um outro nome que a gente apoiaria, mas ele não quis”, explicou. Para Augusto, mesmo com os 31 apoios anunciados por Nilo até então, a eleição não está ganha. “Se juntar os partidos de oposição, tem mais sete pessoas que disseram que vão votar na gente. Depende muito da oposição. Mas não estou fazendo barulho, não. Só conversando”, afirmou.
