Dilma nega ter conversado com Marcelo Odebrecht sobre campanha e caixa 2
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou não ter interferido na Operação Lava Jato, mas não deixou claro, ao ser questionada, se sofreu pressão para atuar contra a apuração. “Era muito difícil fazer pressão sobre mim, querida”, afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Ainda nesta seara, ela afirmou que teve “muito poucos” encontros com Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015 e que “jamais” conversou com o empreiteiro sobre pedidos de repasses durante a campanha de 2014. “Eu não recebi nunca o Marcelo no [Palácio da] Alvorada. No Planalto, eu não me lembro. Recordo que encontrei o Marcelo Odebrecht no México, o maior investimento privado do país é da Odebrecht com um sócio de lá. Conversamos a respeito do negócio, ele queria que déssemos um apoio maior. Uma conversa absolutamente padrão do Marcelo”, relatou. A expectativa é de que Marcelo, em sua delação premiada, acuse a petista de ter pedido dinheiro, o que teria resultado em pagamentos ao marqueteiro João Santana. “Eu paguei R$ 70 milhões para o João Santana [na campanha de 2014], tudo declarado para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Onde é que está o caixa dois?”, acrescentou. Dilma ainda comentou a afirmação do ex-senador Delcídio do Amaral de que ela teria nomeado o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marcelo Navarro, para influir nos rumos da Lava Jato. “É absurda a questão do Navarro. Eu não tenho nenhum ato de corrupção na minha vida. Não conseguirão [acusá-la]. Por isso escolhem seis decretos e um Plano Safra [para embasar o impeachment]”. 

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