Professor de arquitetura denuncia erros em restauração do Forte Santa Maria
Foto: Divulgação
O professor da pós-graduação da Faculdade de Arquitetura da UFBA, Mario Mendonça, enviou documento à Superintendência do IPHAN na Bahia denunciando erros na restauração do Forte Santa Maria. Segundo ele, o prejuízo mais grave foi a derrubada de paredes internas. Com mais de 40 anos de experiência em conservação e restauro de monumentos, ele também reclama da instalação de um café com estrutura metálica fixa. "No Forte Santa Maria com a retirada das paredes internas o espaço foi desconfigurado, não é mais um espaço de pequenos cômodos. Tornou-se um grande salão. Podemos pensar, no Forte tinha um salão de dança, de festas? Com esta mutilação, as pessoas não fazem mais a leitura cultural do local como foi realmente", critica Mario. O professor argumenta que a instalação de um café de estrutura fixa também prejudica "a visibilidade e a leitura do conjunto". Em resposta ao documento, o IPHAN defende que o quiosque será removido. Qualquer novo projeto para exploração de um café no local "deverá apresentar, em projeto arquitetônico, as alterações para o seu uso, – para onde se deslocará a área de preparo, atendimento etc.". Tombado em 1938, o Forte Santa Maria está fechado para visitação desde 2012. O projeto de reforma foi contratado pela prefeitura e aprovado pelos Institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). O local deve se tornar um centro cultural dedicado ao fotógrafo Pierre Verger. "Eu acredito que poderia ser colocado o que se fizer necessário, desde que não se mude as características originais da época do tombamento", afirma Mario.

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