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Sucom justifica demolições na Montanha: 'após avaliação criteriosa' e autorização do Iphan
Foto: Agecom
Após críticas de vereadores na sessão desta segunda-feira (25) feitas à demolição de casarões na Ladeira da Montanha, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) afirmou em nota que os trabalhos foram realizados “após avaliação criteriosa de engenheiros da Defesa Civil (Codesal), que identificaram o iminente risco de desabamento das estruturas”. “Peço ao presidente da Comissão de Planejamento Urbano da Câmara, vereador Arnando Lessa, que programe uma visita ao local e uma reunião com técnicos para avaliar a questão”, disse Gilmar Santiago (PT), que classificou como "estranha" a anuência do superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Carlos Amorim. A pasta afirma também que as demolições foram autorizadas pelo Iphan “por se tratarem de muros, casas e fachadas de antigas edificações arruinadas”. Ainda de acordo com a Sucom, “segundo o próprio Iphan”, tratavam-se de remanescentes de fachadas “que não possuíam mais valores individuais ou de conjunto que justificassem sua preservação”. A secretaria destacou também que os imóveis demolidos já haviam sido condenados há anos pela Codesal e que as fortes chuvas tornaram os danos ainda maiores, “sendo necessária à imediata demolição para evitar acidentes e garantir a segurança da população”. O comunicado ainda ressaltou que a demolição “é sempre a última ação a ser feita”, por ser dispendiosa aos cofres municipais, e só é realizada quando os imóveis e as estruturas correm risco de desabamento. “Além disso, há uma fiscalização rigorosa do Iphan no Conjunto Arquitetônico Paisagístico e Urbanístico do Centro Histórico de Salvador. Dessa forma, todas as intervenções realizadas em imóveis inseridos na área de proteção dependem de análise prévia da Autarquia de modo a proteger o Patrimônio Histórico Nacional”, diz a nota. Os membros da Comissão de Planejamento Urbano da Câmara Municipal de Salvador se reúnem na tarde desta terça (26) para agendar uma data de visita ao Iphan, para maiores esclarecimentos sobre as demolições.

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