Policiais podem ter pena de até 168 anos, afirma promotor Davi Gallo
Por Luana Ribeiro / Ulisses Gama
Foto: Luana Ribeiro / Bahia Notícias
Os policiais envolvidos na morte de 12 pessoas, no Cabula em fevereiro último, podem ter uma pena de até 168 anos de prisão em caso de condenação. É o que afirmou o promotor de justiça Davi Gallo, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), quando o Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou o relatório das investigações, classificando o incidente como "execução sumária". "Cada um vai responder na medida da sua culpabilidade. Eles estão respondendo a 12 homicídios triplamente qualificados e seis tentativas de homicídios triplamente qualificados, todos por motivo torpe. Cujo somatório das penas mínimas dá um total de 168 anos para cada um, em caso de condenação". Gallo também afirmou que os jovens que estiveram na localidade foram forçados a ir a um local, costumeiramente usado como rota de fuga. "Sabíamos que tinham muitos jovens naquela noite. Alguns estariam ali naquelas imediações fazendo uso de drogas, mas o que nós apuramos é que eles foram, de certa forma, compelidos a ir para aquele local, pois é o local em que eles fugiam das ações policiais", explicou.
